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notações num velho diário

Blog EntryFeb 27, '12 12:27 AM
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Estou em um daqueles momentos em que se percebe que mordeu mais do que conseguia mastigar. Não que o bocado não coubesse na boca: mas aquela afta enorme deixou a maior parte da sua boca inútil e você está se matando para comer tudo com um cantinho mínimo.

Eu tomei algumas decisões ano passado, que tiveram um ano para amadurecer e chegar onde estão agora. Cheguei a um momento onde a situação se arremessou no meu colo exigindo atenção para ontem.

Em primeiro lugar,eu decidi que ser escritora cedo ou tarde vai suplantar todo o resto. E ai, dá-lhe escrever, estudar,enviar material, enxergar o ato de escrever com um outro olhar.

Depois, cheguei a conclusão de que precisava de uma renda extra, mas que pegar mais aulas está fora de cogitação. Tomei coragem para tocar adiante o projeto da minha loja online e não só manter ela online,mas ir além.

Isso tudo posto, é óbvio que minha vida espiritual e familiar precisa de mais atenção. A não ser num mundo ideal, isso nunca está equacionado. Sempre se está cagando em algo, sempre se pode melhorar em algo.

Ai que eu decidi implementar uma rotina. Com horários fixos para fazer as coisas, eu rendo melhor.

A aventura agora é implementar uma rotina que abarque tudo que precisa, e que seja realista.

Quando eu completar 21 dias de rotina eu volto a falar no assunto...

Blog EntryFeb 9, '12 5:24 PM
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Copiado daqui, via a linda da Alex.

(prometo depois traduzir =P)


23 Reasons Why Dionysians Are The Best Friends You Could Ever Have

(I told ginandjack I would post this. So I am.)

  1. They get drunk. Often. And, in turn, so will you.
  2. They always have booze. Always.
  3. Always up for a drinking party. Or turning a pity-party into a drinking party.
  4. They care not for your shame. No, really, they don’t. Dionysian=no shame.
  5. Egotistical bastards. Wonderfully so.
  6. They are the sassy gay friend. Even if they aren’t gay.
  7. Can charm anyone into damn near anything. Even the police officer threatening to arrest you for being drunk in public.
  8. They understand. They just fucking do. Probably have been there and done that thing you just described. Or they want to. Or they know someone who has/is/will do that thing.
  9. They may judge you but will do so only based on you. Not based on the genre you fit into, the country you’re from, or who you fuck.
  10. Sex is just another topic of conversation. All the time, every time. Every type of sex ever. In graphic detail. Be prepared for a great deal of anal. (Also, I’m totally assuming sex with any Dionysian would be awesome. They’re Dionysians. But that’s a different kind of friendship.)
  11. Best. Fucking. Parties.
  12. They can be mad, silly, ridiculously, and brutally honest - they can break you out of your shell and make you dance and sing in the street without a bloody care in the world.
  13. They can be a cruel bitch and shove reality and truth in your face when you want to run away and hide.
  14. Advice from a perspective you’d never imagine.
  15. You have a alcohol guru on hand all the time. Just a text away.
  16. Know all the bartenders and bars within a mile radius at any given time.
  17. Likely to get discounts that totally don’t exist or exist for just them at bars.
  18. When a Dionysian says you’re drunk, you are, in fact, drunk. Take their professional word for it.
  19. They will know the best drinks to fit your mood and what drink you’re talking about when you describe that time when you were totally drunk and had a totally awesome drink that you totally don’t remember.
  20. Best drinking buddies, hands down.
  21. Maenads.
  22. Dionysus.
  23. Wild, mad, fucking crazy. The best friend one could ask for.

(Obviously, these are based on the Dionysians I know but I think they ring pretty damn true.)


Blog EntryFeb 4, '12 2:42 PM
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"Ó tu,

Que diriges o coro das estrelas de fogo,

Guarda das palavras noturnas,

Criança, filho de deus, manifeste-se,

O senhor, junto com as Bacantes que te seguem,

Que dançando loucamente em círculos a noite toda,

Celebram-te como Baco, o despenseiro."Antígona -Sófocles

Blog EntryJan 24, '12 6:27 PM
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A proibição tá ai e precisamos nos virar. Como se adaptar?

 Primeira coisa é lembrar da infância. Porque as sacolinhas tiveram seu boom há menos de vinte anos. Me lembro que quando eu era criança, aquelas sacolas de feira eram presentes em todas as casas. As sacolas de plástico chegaram, tomaram todo o espaço e comeram nossa memória de como as coisas eram.

Três anos atrás eu comecei a reduzir o consumo de sacolinhas. A primeira coisa que me coloquei como regra era sempre ter uma sacola retornável na mochila. Se eu ia comprar alguma coisa e tinha esquecido de fazer isso, me forçava a comprar um sacolinha retornável. O bolso é sempre um aliado para lembrar as coisas... para quem anda de mochila, também tem a possibilidade de carregar as coisas na mochila.

Caixas são ótimas para quem tem carro e tem possibilidades de reutilização e reciclagem muito melhores que as das sacolas de plástico. Mas para quem não tem carro, não rolam.

Eu recomendo que se tenha vários tipos de sacolas retornáveis. Elas tem utilizações diferentes.

Tem as grandes, de ráfia ou coisa parecida, que os grandes mercados vendem usualmente. Elas aguentam mais peso e são boas para latarias, caixas tetra pack, sacos de grãos e coisas pesadas em geral. São as melhores para transportar legumes e verduras (mas não ao mesmo tempo que os outros itens, rs). Tenho seis sacolas dessas. Uso duas ou três quando vou ao mercado.

Tem as de TNT. Como as das lojas americanas, e outras lojas de departamentos. As melhores para ir na padaria, transportar coisas leves ou compras aleatórias e imprevistas, porque dápara dobrar e ter dentro da bolsa sem ocupar espaço.

E tem as de pano de verdade. Essas são de dois tipos. As de algodão e similares, menores, para carregar coisas mais leves e delicadas. Itens delicados devem ir nessas, porque você consegue acondicionar eles bem melhor. E tem as de lona. Tenho uma de lona com formato para carregar garrafas pet, e duas de lona que são grandes e pesadonas, que substituem as de ráfia. As bolsas de pano exigem um pouco mais de cuidado, e é bom adequar a quantidade delas não só aos seus gastos, mas também ao seu ritmo de lavagem de roupa, porque elas precisam ser lavadas mais vezes. 

Por uns três meses você vai achar que nunca vai conseguir se adaptar. Mas ai você vai se acertar e vai ficar muito mais fácil. Melhor que as sacolas de plástico. A primeira diferença é que ao invés de arrebentar os dedos, dá para levar no ombro, e mesmo se precisar carregar na mão, não machucam.

Muitos itens não precisam de embalagem nenhuma, inclusive. Sacos grandes de ração,por exemplo. Eles são ruins de carregar de qualquer jeito, mas são menos ruins sem sacolas atrapalhando.


Então, o primeiro item é ter sacolas de tamanhos e tipos variados. Inclusive que é mais DIY pode fazer as próprias. Transformar camisetas velhas em sacola, criar modelos de acordo com a necessidade...


Mas e o lixo em casa?

Como eu disse antes, é preciso reduzir o lixo. Reciclar, reutilizar, reduzir. Mas o lixo que produzimos vai embora como?

Não, as empresas de sacos de lixo não vão enriquecer com isso. Gente, é sério. Saco de lixo é barato. Para cozinhas, o tamanho ideal é 40 ou 50 litros- e se vc recicla, isso não dura só dois dias. Eu tenho um tambor de 100 litros, para a necessidade geral da casa, e o conteúdo dos sacos de lixo secos são jogados dentro dele. Pensa bem, metade do seu lixo é seco (mesmo o não reciclavel), e vc não vai precisar de um saco de lixo novo a cada três dias para o resultado da varrição da casa, por exemplo. Simplesmente vira a lixeira no saco grande e o saco continua ali, reutilizando pelo tempo que ele estiver decente.
 
Lixinho de pia - vc realmente precisa dele? Não temos nada do tipo aqui em casa. A única pessoa que usa dos que eu convivo de perto é minha avó - e ela não usa saco nenhum dentro, só vira no lixo grande da cozinha o conteúdo.


Bom, o básico do que estávamos falando no twitter veio pra cá... óbvio que tem mais dúvidas, então poste e eu respondo.




Blog EntryJan 24, '12 5:55 PM
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Culpa da Carol, isso aqui, viu, rs


As sacolas plásticas são um problema por muitos motivos. Eu apoio a proibição delas empartes, mas uma coisa eu garanto, sou muito contra o uso das desgraçadinhas.

O problema das sacolas plásticas é complexo. Começa na produção, que é muito poluente, passa pelo uso inadequado delas, e termina no descarte inadequado.

Em primeiro lugar: se você precisa de todas as sacolinhas vindas do mercado para colocar seu lixo, já tem algo muito errado com sua produção de lixo. Comece a reciclar, e você já vai ver o lixo reduzir drasticamente. Principalmente, você vai ter que lidar com a quantidade imensa e desnecessária de embalagens que produzimos. Reduzir é o primeiro dos Rs, e não é a toa.

Reciclar nosso lixo não é fácil. Falta estrutura de recolhimento. Mas também não é tão difícil. E vale a pena. Mas olha só, ele é o 3º R. Porque dos 3 Rs, os outros dois são mais importantes. E a sacola, por ser descartável, contraria o 2º R, que é fundamental: reutilizar. São bilhões de sacolinhas jogadas fora, todos os anos, só aqui no Brasil. São 800 sacolinhas por ano para cada habitante do país.

A situação do descarte é o pesadelo maior. Colocar seu lixo numa sacola de filme plástico é péssimo pro meio ambiente por vários motivos. Primeiro, o lixo que ficar lá dentro demora mais para se degradar. Se o saco for grande, a quantidade de lixo dentro dele (pressupondo que a maioria do lixo seja orgânico) já diminui essa treta, embora não seja o ideal, é menos ruim. Aqui colocamos parte do lixo em sacos de 100 litros e parte em caixas.

Depois, tem a contaminação. Por não ser feita para ser usada mais que brevemente, não existe uma preocupação de que ela não espalhe elementos contaminantes. Ela contamina o solo, além de demorar 400 anos para desaparecer. Sim, ela vai secar e virar partícula, mas essas partículas contaminam o solo e a água por 4 séculos, pelo menos.

No mar, isso causa a contaminação do bento, a micro fauna/ micro flora da superfície do mar. A poluição da superfície do mar mata o verdadeiro pulmão do mundo e as sacolinhas (e as garrafas pet) são parte desse problema. Além disso, todos os animais que se alimentam de águas vivas são encontrados mortos engasgados porque uma sacolinha de plástico no mar se parece muito com uma água viva. Aliás, o conteúdo dos estômagos de animais marinhos mortos é assustador, porque tem plástico dentro de quase todos. Isso gera problemas vários: animais que não morrem podem arrastar contaminações que não só os deixam doentes mas podem causar infertilidade (se não bastasse a poluição causada pelos hormônios usados nos anticoncepcionais q está diminuindo a fertilidade de muitos animais).

Tem mais problemas que essa porra causa? Tem. Mas agora nós vamos para um segundo post. Manual de Sobrevivência Sem Sacolinhas de Mercado.




Blog EntryJan 6, '12 12:47 AM
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Dia 31 de dezembro fui parar no hospital. Cólica de rim. E pela primeira vez usei uma droga injetável, porque o fato de ser prescrita e dada dentro de um hospital não a torna menos droga, o sentido que as pessoas dão para a palavra.

A morfina me produziu uma sensação difícil de descrever. Em um primeiro momento, era bom. Muito bom. Apesar de não ter tirado minha dor, era delicioso. A luz era mais luminosa e todos os espaços pareciam mais amplos. Mas então toda a ansiedade cessou. toda. Deixa ver se eu explico direito TODA, t-o-d-a, toda, mesmo. Nada poderia me abalar,nada importava. Não tinha espaço para medo, raiva, dúvidas, elucubrações. Era como se meu chip de sentimentos tivesse sido desconectado.

Lembrei do Contardo Caligaris, quando um jornalista perguntou "qual é a fórmula da felicidade" ele respondeu " 2cc de heroína de manhã e a tarde".

Fato, foi horrível.

Ansiedade não é bom. Luto contra essa maldita e muito. Mas então eu me vi ali, e percebi que se eu precisasse agir por instinto, não conseguiria. Que se houvesse uma emergência, estava indefesa. Lembrei de um dos artigos da Eliane Brum sobre a medicalização da vida.(link na frase)

E posso dizer que eu entendo porque as pessoas se viciam tão fácil em morfina.

Também posso dizer, com certeza, que não é isso que quero para mim. Não quero ver extirpado de mim o que me faz humana. E se engolir minha porção de sofrimento é o preço pela minha humanidade, ok, eu aceito. Eu tenho feito meu próprio tempo e apesar de ser uma escolha que é posta em cheque de tempos em tempos, eu anda assumo.

Não, a ansiedade não é boa. E o excesso dela me cega e atormenta. Mas depois de experimentar a completa liberdade de não ter ansiedade nenhuma, enxergo que ela tem uma função, e que mais do que só o meu descontrole, está em jogo uma sociedade que nos força a deixar de ser humanos para sermos funcionais.

Muito o que pensar. Muito para localizar na alma. Muito para absorver e aprender. Mas neste momento, respeito o tempo do meu corpo para se curar, respeito seus processos, mesmo que dolorosos, e enquanto fico na cama esperando meu rim voltar à sua programação normal, aprendo um bocado sobre meu corpo e deixo o pensamento para depois.

Blog EntryDec 22, '11 3:40 AM
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ATP era um maníaco. Não vou piedade, mas foi compaixão que me fez levar ele para casa. Meu monstrinho albino. Nomeio de todos os hamsters sossegados e brincando, ele corria, agredia o bebedouro e caia em cima de um outro hamster sonolento que ele imediatamente agredia.

Não precisava ser um gênio para ver que ninguém ia querer um bicho daqueles e que do jeito como ele machucava os outros, os donos da loja iam matar ele em dois palitos.


Levei o ATP para casa. Arrumei a gaiola no meu quarto.

Convivi com aquele bastardo por dois anos. Com seus surtos noturnos rosnando para o vazio. Com as mordidas que me dava quando eu passava pela gaiola para sair do quarto. Com usar luva de jardineiro para tirar ele da gaiola para limpar. Com seus olhos agressivos e seu rosnadinho engraçado.

ATP não era um hamster normal. Era um selvagem. Quis muito fazer um terrário bacana para ele, onde pudesse viver de um jeito mais parecido com o que a sua natureza pedia. Nunca consegui. Isso me deixa com um gostinho de insatisfação.

Mas ATP me ensinou muito. QUando li a Lenda do Urso da Meia Lua, fiquei pensando nele.

arigato, zaisho.

ATP me ensinou que eu podia amar sem receber nada em troca. Que eu podia me dedicar a algo e mesmo xingando e reclamando me entregar inteira e feliz. E desejar esse amor, e amar esse amor que era unilateral e agressivo.

ATP me ensinou a paciência, me ensinou a permitir o tempo seguir seu próprio ritmo, a respeitar a escolha do outro, mesmos em concordar. A ficar feliz com o ruído da presença, mesmo que ele não tivesse um olhar para mim.

ATP me ensinou um monte de coisas. Uma porra de um hamster neurótico.

E eu agradeço a ele por isso...

arigato, zaicho, arigato zaisho...




 




Blog EntryDec 13, '11 12:04 PM
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Volto a fazer as coisas devagar. Ainda estou fisicamente doente - e por físico entenda meu cérebro. Crises de ansiedade, hipersonia, vazio, desejo de morte. E essa certeza dura como pedra de que isso é físico, e que precisa ser tratado como tal, só.

Fiquei muito puta que uma crise dessas viesse quando eu estava vivenciando tanta coisa. Depois de ser derrotada, e arrastar de volta para casa meu escudo e minha espada arrebentados, mas ali, para eu saber que não fugi, e que eu preciso enxergar com calma o que eu tenho e o que não e o que devo e o que não, principalmente, desencanar, e que eu comecei a seguir as "ordens médicas" e me focar nas coisas cotidianas da minha prática sem tentar fazer malabarismos, que me fixei nas pequenas práticas (que são o que realmente importam na maior parte do tempo), de dar a parte de Héstia, de saudar o altar t-o-d-a vez que passa por ele, de voltar a fazer meditação básica e exercitar o controle da respiração, que eu sorria e rezava e chorava e rezava e sentia meu chakra coronário lento voltando ao seu habitual, eu perdi toda essa disciplina afundando na crise.

Derrotada; de novo; e ai eu lembrei do meu querido budista de estimação, e do que ele disse: não vai parar de acontecer enquanto a gente não aprender.

E eu aprendi? Não sei. Não estou neutra o bastante para saber.

Ainda estou tentando manter a cabeça fora da água, e tá difícil. Domingo eu tive uma crise de ansiedade porque me desencontrei das pessoas dentro do mercado, e só estar sozinha no meio das gôndolas me fez chorar e tremer e ficar daquele jeito que se fica numa crise dessas; tenho momentos em que parece que nada vai me fazer melhorar e eu sou uma pessoa insuportável e mesquinha nessas horas.

Mas eu recomeço; eu que como planta feneço e como planta rebroto. Para quem sabe ser árvore um dia.

Duas noites atrás, sonhei com Zeus. Uma pintura imensa de Dânae. Mas a chuva dourada não era parte da pintura: era uma chuva de ouro de verdade, que caia sobre a imagem e sobre mim, que brilhava e faiscava, formando fios de luz com os reflexos. E que quando tocava o chão, soava como címbalos e sinos, como música.

E ai, naquele entre dormindo e acordada, eu pensava/ouvia, que coisa maravilhosa, que Zeus está ao lado de seus devotos mesmo quando estão nos piores cárceres.

E de repente, eu me senti tão aquecida e viva, apesar de tudo. Porque por pior que eu me sinta, Zeus está conosco, seus devotos, e para as mulheres que o amam, e por maior que sejam os tormentos, ele dá um jeito e aparece.

E isso vale para todos os helenos.  

 

 


Blog EntryOct 24, '11 1:46 PM
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Oi, sr. Rodenberry. Vinte anos hoje que você se foi. Eu já era sua fã naquela época, embora não soubesse ainda o que fazer com isso. Mas eu preciso te agradecer por tudo.

Não só por ter criado um seriado de ficção científica divertido e maravilhoso. Mas por ter mudado nosso mundo e nos feito acreditar que o futuro não precisa ser horrível. Por ter trazido para nossa imaginação pads e celulares e feito com que um monte de nerds corresse atrás de inventar eles no mundo real, pelo prazer de ver sua criação no nosso mundo.

Preciso agradecer pelos muitos mil médicos e engenheiros que você inspirou com o Bones e McCoy. Preciso agradecer a todos nós que uma tarde triste estávamos deprimidos e encontramos alívio vendo Star Trek e sonhando com um mundo melhor.

Mais do que tudo, sr.Rodenberry, preciso te agradecer porque um dia eu vi o homem que é meu companheiro e meu amor vestido com uma roupa da frota e descobri que assim como eu ele também sabia que Star Trek não é simplesmente diversão. É um ideal de vida, é uma fé no futuro.

E é com essa fé no futuro que criamos nosso filho e vivemos o melhor que podemos. E eu preciso agradecer a você por isso.

Por nós e por tantos, tantos casais que Star Trek uniu ou iluminou.

Preciso agradecer por ter criado Star Trek que falou de ecologia antes de ser moda, que falou de tolerância e convívio entre os diferentes antes de todo mundo e que fez o Kirk e a Uhura se beijarem na boca - e eu sei que se dependesse de você, as mulheres teriam tido ainda mais espaço na série, com a number one original...

Eu acredito que o futuro pode ser utópico e que a humanidade pode sim aprender a viver em prol do bem comum. Que podemos ter nossos vícios e defeitos mas isso não nos impedirá de irmos além deles. E é por isso que eu te agradeço.

Porque minha vida e meu mundo seriam muito piores sem o senhor. Que a vinte anos virou estrela nesse dia, mas já era farol a iluminar nosso caminho pro futuro muito antes disso.




Sua admiradora,

Sarah

Blog EntryAug 10, '11 2:44 PM
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Durante quatro meses, eu "cavei" no meu horário pelo menos uma hora por dia para escrever meu romance. Descobri um bocado sobre mim: soube de quem eu sinto falta e como eu gostaria de poder falar todo dia com algumas pessoas, que eu posso me desligar mais tempo das redes sociais sem sofrer com isso, que tipo de música me inspira.

Aprendi que não é porque minha mãe considera uma blasfêmia descansar que eu não posso tirar um cochilo quando meu corpo pede.

Confirmei o que já haviam me dito: que você nunca vai ter tempo de escrever (ou de fazer qualquer outra coisa criativa) e que é preciso defender cada segundo que você conseguir, mordendo se for preciso. Você vai ter que remanejar as coisas e repensar seu uso do tempo. É preciso fazer tempo para si mesmo.

Tive um contato profundo com meu lado procrastinador e descobri quanto tempo eu perco por ansiedade, e reaprendi a pesquisar assuntos aleatórios que servem para uma referência mínima no texto mas tornam aquilo muito mais vivo.

Ai, eu tirei férias do meu romance. Porque eu precisava, parar de sonhar com os personagens, parar de pensar só naquilo, e dar espaço para poder começar a parte mais dura do caminho.

Nas últimas semanas eu fui aos poucos reescrevendo umas coisas aqui, outras ali. Hoje eu volto a me obrigar a escrever todos os dias, sem falhar. Volto a brigar com o texto, fumar o texto, dormir com o texto. Uma hora ou o quanto eu puder, mas todo dia, sem falta.

Editar isso tudo vai me ensinar ainda mais. E apesar do desespero, estou feliz de voltar ao meu verdadeiro trabalho, não esse que me paga as contas.

 


Blog EntryAug 10, '11 11:53 AM
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Se existe um vício na escola onde eu trabalho é o papo de emagrecimento. As pessoas são obcecadas, é irritante. O tempo todo ficam falando de emagrecimento, médicos, remédios, regimes absurdos e o caralho.

Eu tenho um sobrepeso. Ganhei ele quando o André parou de mamar e meu corpo se viu economizando mais de 3 mil calorias diárias que antes eram consumidas pela produção de leite.

Quando o pequeno nasceu, eu cheguei a 45 quilos. Dava para ver o olhar de desaprovação do Hell e a surpresa desagradável dos meninos quando seguravam meu pulso. Eu gostava? Mais ou menos. Eu não me importava, mas me fazia pensar em doença e vício, não nego.

Com a alergia do André eu comecei a frequentar a nutricionista e ter um controle rígido de tudo que era ingerido. Consegui ganhar algum peso, mas precisava comer feito um demônio para isso. E isso é outra coisa que as pessoas não conseguem entender: ser gordo ou magro não tem a ver com o quanto você come, mas com como seu corpo usa isso. Eu como muito menos do que se imagina. E isso na verdade me ferra, porque meu organismo vive em modo de emergência. (vantagem - se houver um cataclisma, eu sobrevivo mais fácil, rs)

Descobri que não quero perder peso. Quero roupas fabricadas para respeitar minha forma e uma normatização dos tamanhos. Porque gorda magra ou o que for, minhas calças continuam tendo meito metro de perna sobrando mesmo que eu seja mais alta que a média das brasileiras.

Queria poder fazer musculação em quantidades obscenas porque sinto falta de ter força física, e porque gosto de "brincar" disso, mesmo quando dói e me cansa.  Gosto da musculação, mas não gosto de aeróbica, o que só confirma que não tenho espírito para me preocupar em perder peso.

Eu não fico feliz quando as pessoas me falam que emagreci como se fosse um elogio. Me dá vontade de mandar tomar no cú. Ser bonita não significa um número na balança, mas um estado de espírito satisfeito. Normalmente, quando dizem "você emagreceu" os números na balança são os mesmos, mas vc m,udou o cabelo, colocou uma roupa que te cai bem, ou está sorrindo mais.

Tenho vergonha do meu corpo? Tenho, muita. Mas por muitos outros motivos. E mais que tudo, reconheço que o problema não está no meu corpo mas na minha cabeça. Eu não me sinto confortável no meu corpo porque minha mente tem problemas e reflete isso na minha relação com meu corpo: minha dificuldade de aceitar minhas limitações, mais do que a beleza. Eu não uso óculos nos meus sonhos, sabe. Eu poderia ter seguido uma carreira que meu corpo vetou, sabe.

Se eu tenho desejos para o meu corpo? Eu queria praticar alguma arte marcial e queria voltar a me exercitar todo dia. Queria colocar o alicate de pressão de volta na caixa de ferramentas (como não consigo nem sequer abrir uma garrafa pet sem ajuda, o alicate mora na cozinha).

Queria ter uma alimentação natureba, trocar o açucar pela estevia, só comer coisas integrais, diminuir o leite consumido e beber mais água. Porque é legal, porque é gostoso, porque eu queria integrar minha alimentação ao calendário e só comer o que fosse da época.

Isso tudo é o que eu queria falar pras minhas colegas de trabalho. Que eu tenho nojo das conversas delas porque são irreais. Porque elas não conhecem o próprio corpo e mesmo se pesarem 30 quilos não vão se sentir melhores se não conhecerem a si mesmas. E se elas começarem a olhar para si e não para o que os outros vão pensar, tudo ficaria mais fácil.

 

 

 

 

 

 


Blog EntryJul 29, '11 1:50 PM
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Senhor da glória, quero uma tradução decente para journaling e não consigo! rs

 

Estou anotando os links aqui para poder usar em casa para o Gambiarra Literária e outras coisas (além dos meus exercícios pessoais de journaling).  Creio que algumas coisas podem interessar vocês (Pietra andou falando de journals, Nês escreve, Lórien faz scrapbook e ideias de journaling sempre servem pra páginas, temos o Mosaico de Reflexões e toda essa movimentação em pensar coisas e inspirar posts e assim vai a lista...) 

 

http://creativewritingprompts.com/

http://www.squidoo.com/journalwritingprompts 

http://journalingprompts.com/#

http://www.creativewriting-prompts.com/creative-writing-prompts.html

http://www.warren-wilson.edu/~creativewriting/Prompts.php (já peguei dois nessa lista pro Gambiarra, aguardem, hehehe)


Blog EntryJul 21, '11 3:19 AM
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Sonho – 20 de junho

Uma vila, interior da Alemanha, eu sou um rapaz de cabelo preto e curto, no final da adolescência. Magro, de mãos quadradas que um dia serão fortes.

Eu,mais um rapaz e uma garota. O homem de cabelo encaracolado e barba entrega três carvões para cada um de nós. Suas instruções são simples: entrar, não parar antes de chegar ao lugar onde devíamos deixar os carvões no chão. Ela se distrairia com os carvões. Acertar na nuca. Não parar e ir embora sem olhar para trás. Cuidado. Ela come carvões e gente.

Eu fui antes.  A casa parecia bombardeada, incendiada, sei lá, meio em ruínas. Atravessei os cômodos, subi as escadas quebradas e o pó que cobria tudo, e cheguei até o sótão. Um pequeno fogão de lenha de metal, uma pilha de cobertores amarfanhados que servia de cama, uns móveis meio quebrados. Ela não estava lá. Coloquei os carvões, bastões de carvão, sobre os cobertores. Fiquei ao lado de um armário cuja porta estava caindo e com um atiçador que peguei no fogãozinho esperei. Em menos de um minuto ela estava ali, pegando os carvões. Parecia uma velha senhora, muito enrugada, de lenço, avental, comum. Acertei sua nuca com força e sem violência. O homem de barba estava lá, falando sem parar sobre como eu tinha agido e descrevendo o que eu tinha feito certo. Fiquei confuso uns minutos, breves, com o falatório, que contrariava as instruções dele.  Larguei ele falando sozinho, descendo as escadas. Não achava o caminho no meio das ruínas da casa. Atravessei o pátio, sai pelo outro lado. Precisei dar a volta na vila, pegando um trecho da estrada. Minha mãe me encontrou, questionou onde eu havia estado. Me mandou ir rápido. Quatorze dias tinham se passado.

Encontrei o homem de barba. Ele disse que quem tinha falado comigo era a velha, tentando me enganar para morrer junto com ela. Os outros quando chegaram lá em cima, ele disse,não acharam nada, eu tinha conseguido. Mas ela me distraiu o bastante para aquilo. Perdi quatorze dias. Ele disse que não sabia o que viria depois por causa daquilo.

Estou em uma escola. Sou um soldado agora. As malditas crianças. Porque eu quis esconder as malditas crianças? Eu não tenho nada a ver com isso. Não preciso me envolver.

Mas eu movo o armário de lugar e mostro por onde elas devem escapar, o buraco leva para o jardim, do jardim para o campo, do campo para a fuga. Parece que choveu faz pouco tempo.
Escuto um grito atrás de mim, questionando o que demônios estou fazendo. Empurro o armário protegendo a escapada delas e pego meu fuzil. Tenton (? Não consigo lembrar o nome ao certo, mas isso é o que lembro das sílabas que formavam o nome. Ele é meu melhor amigo) está lá, nosso oficial está lá. Atiro no oficial e aos tiros cavo minha fuga para longe dali.

Sei que a guerra já está em seus piores dias. Por onde eu passo encontro combates. As vezes,fujo por trás das lutas, as vezes luto ao lado do meu país, as vezes do lado dos aliados, escondido pelas moitas e pelos muros, sem ser visto. Não tenho um lado, a não ser o meu próprio. Quero sobreviver, atravessar a Alemanha, fugir de alguma forma.

Encontro o corpo de um paraquedista. Troco de roupa com ele. Evitei roubar dos cadáveres, mesmo que isso significasse fome, ficar sem cigarros, passar frio. Mas agora eu sei que estou perto.  É minha última chance. Se continuar como estou, serei pego.

O campo de prisioneiros. Soldados inimigos capturados estão presos aqui. Mas estou ferido e cansado. Enrolado no para quedas rasgado, sujo e machucado, me arrasto pela guarita. Simulo o pânico de não saber quem sou, de onde vim. Eles dizem que bati a cabeça, me levam para uma enfermaria. Eles são bons comigo, cuidadosos. Enfaixam minhas feridas, me alimentam. Posso dormir em uma cama. Me recuperar de tudo isso.

Tento falar com um prisioneiro. Acho que é francês, ou inglês. Falamos muito pouco que o outro entenda, mas consigo explicar que quero fugir dali, que quero me render aos aliados. Ele parece ter entendido.

Um ataque. Quando dou por mim, estou com um fuzil, defendendo o campo. Os outros soldados me acham heróico. Mas chegam reforços. Meu oficial me reconhece. Ele grita comigo, mas no meio do combate, não o escutam. Ele diz que eu quase o matei, diz que eu matei meu amigo. Sinto minha alma escorrer pelos meus pés, e o mato com a baioneta. No meio do caos, eles não vêem isso, só os soldados prisioneiros percebem o que se passou.
Estou prostrado na cama de campanha. Minhas mãos enfaixadas, estou em posição fetal. Eu matei meu amigo e essa verdade me tirou toda a fúria em sobreviver que me fez negar essa possibilidade todo esse tempo. Deitado enquanto falam comigo e eu não respondo, eu me dou conta que a velha me amaldiçoou. Que tudo que passei foi por causado por aquele dia, por ter ficado, por ter ouvido, me perdido, e como tudo se repetiu.

Ouço os berros, os tiros e as explosões. Outro ataque. Alguém me agarra pelo ombro, gritando para me proteger, mas não saio dali. Trançando as pernas, ainda inerte por me sentir um assassino, eu chego ao pátio. Os aliados tomaram o campo.

O prisioneiro com que falei está livre. Ele me arrasta pelo colarinho, para perto de um oficial aliado. Eles falam, mas não entendo o que dizem, só que tentam me colocar de pé. Ele olha nos meus olhos, esse oficial desconhecido, e parece me colocar junto com os prisioneiros que eles libertaram, não com os soldados alemães.

Tudo faz tanto barulho e eu me sinto como se estivesse ouvindo dentro da água. Acabou. Estou onde tudo começou. Não tenho nada, e não sou mais quem eu era. Não sei o que virá agora,mas virá algo. A guerra acabou,ou acabará em breve.

 (Não consigo colocar em palavras os detalhes. Mas haviam muitos detalhes. Cheiro,som, tato. Muitos detalhes. Acordei cansada. Não foi um pesadelo. Não havia medo, nunca)


Postando aqui para a Carol ver meu resultado sem poluir o post dela, hihihihi. As coisas que eu achei que bateram eu marquei em vermelho... como ela disse, se pretende fazer o teste, pode fazer antes de ler os resultados... 



As flores escolhidas por lhe agradarem mais, normalmente referem-se a potenciais positivos que você possui e que, por alguma razão, encontram-se "adormecidos". O seu "despertar" o/a levará a uma vida mais plena e feliz, afinal, como dizia Fernando Pessoa: "Para ser grande, sê inteiro; nada teu exagera ou exclui."
Então, vamos lá... *
Flor: CERATO
Nome científico: Ceratostigma willmottiana
Qualidades Positivas: Confiança no próprio saber interior; intuição; autoconfiança; certeza.
Qualidades Negativas: Para aqueles que necessitam fortalecer sua personalidade, adquirindo maior consciência sobre seus valores e crenças, para que deixem de buscar nos outros as respostas para suas dúvidas. Normalmente essas pessoas não sentem autoconfiança suficiente para tomar decisões e dependem muito da opinião alheia.

Flor: WILD ROSE
Nome científico: Rosa canina
Qualidades Positivas: Restaura a energia vital da alma, particularmente na conexão com o corpo físico e com o mundo físico, ajudando o indivíduo a retomar o interesse e a alegria pela vida.
Qualidades Negativas: Para pessoas que estão apáticas diante da vida, sem forças para lutar contra as adversidades, principalmente as doenças, entregando-se. Não acham motivação em nada. (estou no meio de uma crise depressiva, acho que o resultado como um todo refletiu bem o meu momento)

Flor: HONEYSUCLE
Nome científico: Lonicera caprifolium
Qualidades Positivas: Chegar plenamente ao presente; clareza emocional e liberdade.
Qualidades Negativas: Para aqueles que vivem no passado; nostalgia; inabilidade de encarar o presente com atenção plena.

As imagens que não lhe agradaram, podem estar relacionadas a aspectos da sua personalidade, que representam suas maiores dificuldades.
Então, vamos lá...

 
Flor: PINE
Nome científico: Pinus sylvestris
Qualidades Positivas: Traz a compreensão e o perdão dos próprios erros, libertando a alma para prosseguir no seu caminho de evolução. Perdão a si próprio; habilidade em deixar ir embora o passado.
Qualidades Negativas: Para pessoas que trazem muitas culpas no coração, com freqüente auto-reprovação. Tendências autodestrutivas. Na sexualidade alivia problemas relacionados à culpa. Liberação de culpa e autocondenação; tendência a ser duro consigo próprio; incapacidade de perdoar a si mesmo por erros passados e fatos da vida.

Flor: WALNUT
Nome científico: Juglans regia
Qualidades Positivas: Traz estabilidade a colabora nas adaptações, que a vida exige. Libertando-se de influências limitadoras; fazendo transições sadias na vida; coragem para seguir o próprio caminho ou destino. "O rompedor de vínculos" do Dr. Bach; rompendo com velhos padrões de habito; encontrando a própria direção livre da pressão das outras pessoas da família, da comunidade.
Qualidades Negativas: Auxilia o ego a manter-se coeso durante processos de transição, sejam eles físicos, psíquicos ou geográficos.

Flor: ASPEN
Nome científico: Populus tremula
Qualidades Positivas: Confiança e segurança no encontro com o desconhecido; aumento da percepção consciente com relação ao mundo espiritual e às forças espirituais.
Qualidades Negativas: Indicada a todas as pessoas que são extremamente apreensivas quanto ao futuro e a tudo que lhes é desconhecido, pois se sentem desprotegidas e vulneráveis. Costumam ter a sensação de que algo horrível poderá lhes acontecer. (quase- a sensação é de que algo horrível vai acontecer aos outros) Medo da morte; medo do escuro; medo do desconhecido.

Luzes para o Solstício - Solidariedade para o Povo dos Caminhos Antigos
UNIDOS, SOB O ESTANDARTE DO SOL!

De Atenas, Hélade:

Queridos Amigos de todas as Nações Livres! Queridos seguidores da nossa Herança Nativa!

Pelo segundo ano, a Organização “Thyrsos- Hellenes Ethnikoi” convida Organizações e indivíduos, seguidores dos Caminhos Antigos, a se erguer em Unidade e Solidariedade durante a celebração do Solstício e co-agir criando novamente suas Luzes para o Sol (Fryktories)!
Um dia sagrado no nosso calendário que marca o Dia Mais Brilhante do Ano, quando a manifestação de Hélios, Sonne, Sol, Sun, Sunna no nosso nível cósmico está nos trazendo Sua Luz Gloriosa, oferecendo uma chance de meditação espiritual e filosófica e - ao mesmo tempo - uma chance de celebrar com nossos parentes e pessoas amadas.
Então, mais uma vez estamos pedindo a participação de vocês da mesma forma que estivemos fazendo e faremos todo ano!
Na madrugada do dia 21 de junho, no exato momento que os primeiros raios se mostrarem no horizonte, acenda um Fogo, uma vela, uma tocha, o que for possível, e volte-se na direção do Sol fazendo uma saudação ao Deus Invicto! Ou, melhor ainda, você pode executar um rito ao mesmo tempo, considerando o caráter sagrado do dia. Dessa forma, passaremos a mensagem de um indivíduo a outro, de uma coletividade a outra, de cidade em cidade e Nação a Nação e, ao fazer isso, estaremos erguidos em Unidade sob o Estandarte do Sol!
Estamos pedindo que tirem fotos do evento e enviem-nas ao nosso e-mail: hellenesthyrsos@gmail.com para podermos fazer uma apresentação da nossa Celebração comum através da nossa página www.thyrsos.gr e, por ela, para outras páginas.
Finalmente, insistimos que, ao tomar parte da nossa Celebração, tomem toda a precaução necessária por lei para acender um fogo seguro, evitando causar acidentes.
Pessoas das Crenças Antigas, convidamos vocês a erguer os Estandartes e orgulhosamente se erguer conosco em um mundo que precisa mais da Sabedoria e da Essência de nossas Tradições!
Esperamos ansiosamente a participação de vocês, e agradecemos desde já.

Thyrsos - Hellenes Ethnikoi
www.thyrsos.gr

(tradução de Alexandra RHB)

Blog EntryMay 20, '11 2:00 AM
for everyone
... para colocar as coisas em perspectiva depois do Diabo. E depois de meia lunação, já deu pra perceber algumas coisas.

Aqui estou eu, pendurada, quietinha. Deixando amadurecer. Pensando, muito. Mas sabe, estou feliz com algumas decisões e percepções.

Não me dói menos viver. Não me sinto menos sozinha.Não sei por onde começar.

Mas agora pelo menos, eu já sei o que preciso procurar.E como sempre, éalgo que já está aqui,só precisava enxergar.


Mais por aqui, logo logo.

Quando eu vi esse clipe, apesar de não ser o estilo musical da maioria do clã, eu na hora nos vi ali... esse é o espírito da Casa Azul... esse é o espírito do clã... e cabe até os que estão longe... amo vocês, MUITO!

ps-pensei também na Fernanda aqui do multiply e sua casa do amor que canta... e em outras pessoas que tem casas e clãs... pensei nos druidas que eu nem conheço direito mas que me parecem ser um clã mesmo, pensei em todas as pessoas que tem uma alma meio Beirut... e que amam...




Poderíamos perguntar como reagiríamos se um comando iraquiano pousasse de surpresa na mansão de George W. Bush, o assassinasse e, em seguida, atirasse seu corpo no Oceano Atlântico.

Por Noam Chomsky*, no Guernica Magazine

Fica cada vez fica mais evidente que a operação foi um assassinato planejado, violando de múltiplas maneiras normas elementares de direito internacional. Aparentemente não fizeram nenhuma tentativa de aprisionar a vítima desarmada, o que presumivelmente 80 soldados poderiam ter feito sem trabalho, já que virtualmente não enfrentaram nenhuma oposição, exceto, como afirmaram, a da esposa de Osama bin Laden, que se atirou contra eles.

Em sociedades que professam certo respeito pela lei, os suspeitos são detidos e passam por um processo justo. Sublinho a palavra "suspeitos". Em abril de 2002, o chefe do FBI, Robert Mueller, informou à mídia que, depois da investigação mais intensiva da história, o FBI só podia dizer que "acreditava" que a conspiração foi tramada no Afeganistão, embora tenha sido implementada nos Emirados Árabes Unidos e na Alemanha.

O que apenas acreditavam em abril de 2002, obviamente sabiam oito meses antes, quando Washington desdenhou ofertas tentadoras dos talibãs (não sabemos a que ponto eram sérias, pois foram descartadas instantâneamente) de extraditar a Bin Laden se lhes mostrassem alguma prova, que, como logo soubemos, Washington não tinha. Portanto, Obama simplesmente mentiu quando disse, em sua declaração na Casa Branca, que "rapidamente soubemos que os ataques de 11 de setembro de 2001 foram realizados pela Al-Qaida".

Desde então não revelaram mais nada sério. Falaram muito da "confissão" de Bin Laden, mas isso soa mais como se eu confessasse que venci a Maratona de Boston. Bin Laden alardeou um feito que considerava uma grande vitória.

Também há muita discussão sobre a cólera de Washington contra o Paquistão, por este não ter entregado Bin Laden, embora seguramente elementos das forças militares e de segurança estavam informados de sua presença em Abbottabad. Fala-se menos da cólera do Paquistão por ter tido seu território invadido pelos Estados Unidos para realizarem um assassinato político.

O fervor antiestadunidense já é muito forte no Paquistão, e esse evento certamente o exacerbará. A decisão de lançar o corpo ao mar já provoca, previsivelmente, cólera e ceticismo em grande parte do mundo muçulmano.

Poderiamos perguntar como reagiriamos se comandos iraquianos aterrizassem na mansão de George W. Bush, o assassinassem e lançassem seu corpo no Atlântico. Sem deixar dúvidas, seus crimes excederam em muito os que Bin Laden cometeu, e não é um "suspeito", mas sim, indiscutivelmente, o sujeito que "tomou as decisões" de invadir e ocupar o Iraque, quem deu as ordens de cometer o "supremo crime internacional, que difere só de outros crimes de guerra porque contém em si o mal acumulado do conjunto" (citando o Tribunal de Nuremberg), pelo qual foram enforcados os criminosos nazistas: as centenas de milhares de mortos, milhões de refugiados, destruição de grande parte do país, o encarniçado conflito sectário que agora se propagou pelo resto da região.

Há também mais coisas a dizer sobre Bosch (Orlando Bosch, o terrorista que explodiu um avião cubano), que acaba de morrer pacificamente na Flórida, e sobre a "doutrina Bush", de que as sociedades que recebem e protegem terroristas são tão culpadas como os próprios terroristas, e que é preciso tratá-las da mesma maneira. Parece que ninguém se deu conta de que Bush estava, ao pronunciar aquilo, conclamando a invadirem os Estados Unidos, destruírem o país e assassinarem seu presidente criminoso.

O mesmo se passa com o nome escolhido para a operação: Operação Gerônimo. A mentalidade imperial está tão arraigada em toda a sociedade ocidental que parece que ninguém percebe que estão glorificando Bin Laden, ao identificá-lo com a valorosa resistência dos apaches frente aos invasores genocidas.

A mesma mentalidade imperial se repete quando batizamos nossas armas assassinas com os nomes das vítimas de nossos crimes: Apache, Tomahawk (nomes de tribos indígenas dos Estados Unidos). Seria algo parecido à Luftwaffe dar a seus caças nomes como "Judeu" ou "Cigano".

Há muito mais a dizer, mas os fatos mais óbvios e elementares já são suficientes para nos dar o que pensar.

*Noam Chomsky é professor emérito do Departamento de Linguística e Filosofia do MIT. É autor de numerosas obras políticas. Seus últimos livros são uma nova edição de "Power and Terror", "The Essential Chomsky" (editado por Anthony Arnove), uma coletânea de seus trabalhos sobre política e linguagem, desde os anos 1950 até hoje, "Gaza in Crisis", com Ilan Pappé, e "Hopes and Prospects", também disponível em áudio.


Blog EntryMay 11, '11 12:55 AM
for everyone
Uso meus amigos um pouco como lanternas de navio: há outro campo que vejo — com a luz deles — e ali há uma colina. Amplio minha paisagem.

Virginia Woolf

Blog EntryMay 8, '11 9:06 PM
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Eu penso em muitas coisa o dia das mães. Aquela reação que algumas pessoas tem com o natal, de raiva/luto, eu tenho com o dia das mães.

Porque a mãe midiatica e socialmente celebrada neste dia não sou eu. Tampouco é minha mãe.
Não só isso:o estereótipo de mãe que se celebra nesse dia não é só excludente, mas é uma forma de opressão e dominação sobre a mulher. 

Começar por onde? Pela ideia absurda e obscena de que mãe não erra, não tem defeitos? Ou pelo rosa e flor e panelas, que figuram uma mãe-amélia dona de casa que vive em função do outro? Ou pela tentativa do ocidente de forçar todas as mulheres a viverem como o estereótipo de uma mãe-virgem mitológica,e  justamente por ser mitológica,inalcançável?

Como ficar confortável enquanto mulheres são obrigadas a ser mães não por escolha,mas por obrigação e punição? Abandonadas por uma sociedade que encara como normal que o homem abandone o filho, mas culpa e pune uma mulher que pense em abortar. Ou mulheres que se forçam a ter filhos não por desejo, mas por obrigação social, para não serem vistas como cidadãs de segunda classe.

Como ficar confortável quando penso em todos os meus amigos que sofrem ou sofreram horrores na mãos das mães, e que acham que são obrigados a amar essas mães abusivas, porque mãe é perfeita? E muitas vezes vejo esses amigos se esforçando para dar um dia das mães para essas mulheres tóxicas, no desespero de uma culpa inconsciente de que se elas não os amam é porque eles não são bons o suficiente.

Como ficar confortável quando meu país tem uma taxa de cezáreas que é uma das maiores do mundo, alavancadas por um sistema privado de saúde doente que despreza a vida humana, em uma sociedade onde amamentar é visto como nojento, desnecessário, ou excessivamente trabalhoso?

A cada ano no dia das mães eu penso em tudo isso ainda mais do que penso em todos os outros dias.


E acho que isso foi um presente da minha mãe para mim, e que eu espero passar para o meu filho. Mães são só seres humanos, com a mesma propensão de errar que qualquer outro. E que o amor entre mãe e filho se constrói e se alimenta também do reconhecimento e da aceitação dos erros, da individualidade e da humanidade do outro.

Mas enquanto uma mulher estiver sendo oprimida, todas nós estaremos. E meu presente de dia das mães continua sem chegar: que as mulheres não precisem encarar a maternidade como obrigação e punição, mas só como escolha.