notações num velho diário | |
Posted by Sarah on Jul 16, '08 4:13 PM for everyone nem acredito que tenho 15 dias longe da escola e de tudo que ela significa.
15 dias para:
*arrumar o guarda roupa *organizar o pseudo *bordar, costurar, pintar *montar a loja online *repensar o visual
e se eu conseguir fazer tudo isso vou estar maravilhada...hahahaha
Posted by Sarah on Jul 14, '08 8:00 PM for everyone "Enche teu coração com a prata da lua"...
Posted by Sarah on Jul 8, '08 9:05 AM for everyone Vou postar isso hoje porque sei que ela é lesada e talvez só leia em setembro... E porque amanhã quero despender meu dia com você, óbvio, né criatura. Quando eu andei perdida, só existiu uma pessoa no mundo que topou seguir comigo. E quando as pessoas erradas tentavam se passar pelas certas, nunca conseguiam aceitar nossa amizade. Uma amizade de bicho, uma amizade de tigresas, de raposas, de corças, de pombas. Acho que estava predestinado ser assim, quando jogaram nos dados os desígnios das nossas vidas, muitas eras atrás. Que mesmo nas maiores tempestades nós soubessemos que havia um farol para onde ir. E que mesmo nem sempre podendo estar perto, seria uma presença constante e acolhedora uma da outra nosso consolo. As vezes acho que mesmo se passarmos uma vida sem nos ver, vamos continuar lembrando uma da outra, e sempre será assim. De algum modo, na nossa primeira infância, vamos nos achar, e seguir em paralelo desde então, vivendo sem cobrança e sem preconceitos. As pessoas diziam coisas horríveis sobre nós, e nós pairávamos acima do bem e do mal. E eles teriam nos apedrejado se pudessem, mas não podiam, e nós riamos deles. E em momentos onde tudo derivou para o desastre, essa risada permanecia no ar feito nota dissonante me lembrando que aquilo era só o preço de sermos almas livres. Mas que tudo permaneceria, tudo que valia. E o que valia eramos nós. E quando todos me julgavam perdida, você confiou em mim, e nada foi tão importante quanto aquilo. Uma única frase, que eu vou lembrar sempre, e que a cada abismo em que me penduro, o vento sopra no meu ouvido e eu resisto. " a sarah já saiu de buracos muito mais fundos que isso". Simples assim, a confiança. E quando todos me julgaram, você confiou. E eu retribuo. Carregar essa Afrodite que você carrega não deve ser fácil. E você foi a primeira pessoa na minha vida em que eu olhei , e enxerguei que divindade dançava ali. E a única que ninguém precisa me confirmar, porque é a sua respiração. Porque emana de você uma sensualidade e uma amorosidade violentas e destrutivas de tão intensas e divinas. E quem te vê no palco, como eu te vejo, e como tem postura e é profissa e se entrega mesmo quando em volta de você existem piras funerárias ou montes de lixo, eu vejo a sombra dEla sobre você, te guiando os passos pelos caminhos dEla, sem te perguntar o que deseja. Você é desejo e fúria, você que é a entrega e a dança, você que é a batida atrás da música. Você inspira a guerra e dança com a obsessão. Você que é porto seguro e cais primordial, minha sereia e minha amiga, você recolhe os destroços do meu barco náufrago na praia, e eu me ofereço inteira feito uma rede que te abrigue o pensamento. Nós duas somos juntas fonte e árvore. Somos a linha fugidia do horizonte, somos o riso da loucura e o desejo de ser sempre mais. Eu toco os tambores à sua passagem. E amanhã eu só posso dizer toda a glória para Aquela-que-Dança!  feliz aniversário adiantado minha amiga...
Posted by Sarah on Jul 4, '08 5:56 PM for everyone Para quem não se interessa pelos detalhes, sexta passada eu ganhei um par de convites para vero show de aniversário da Kiss. Nazi, TSOL, Gene loves Jezebel e Echo and the Bunnymen. Foi o máximo. Passei a quarta noite lembrando que yesss, nós somos rock and roll. Foi uma noite para fechar a lunação do Louco com chave de ouro. Para mim, o Louco tem muito de show de rock, da entrega, da catarse, da sensibilidade e da sensualidade que existe nos shows.
Foi um show maravilhoso e amo Gene loves amo amo amo. E amo amo amo Echo. Mas cara, eu fiquei a poucos passos dos caras das bandas e ontem só consegui levantar uma e meia da tarde, passei o dia na cama porque estirei o músculo da coxa, aliás, isso acontece quase toda vez que vou em um show bom. Definitivamente eu não vou envelhecer como o Keith Richards...
Eu sei que as pessoas sempre pensam em andar descalço, ir para a praia e andar no mato para recarregar as baterias e entrar em contato com o mundo, mas para mim, pular feito louca por quatro horas, cantando junto e sentindo o vibe da música é como mergulhar no mar... estou recarregada e feliz. Encarnei o Louco, me joguei. Pronta para começar meu semestre de Imperador, e prontíssima para começar essa lunação acompanhada por ninguém mais perfeito para falar disso que a Temperança...
Posted by Sarah on Jul 4, '08 5:40 PM for everyone Não tinha escrito sobre isso aindas porque não parecia real. Era como se na verdade eu fosse acordar e descobrir que foi um engano... E eu estaria postando isso horas atrás se a minha internet não tivesse passado o dia todo fora do ar... Sexta feira mandei um email para o titio Marco Antônio pedindo para ganhar um ingresso para o show de aniversário da Kiss FM. Não estava exatamente num bom dia. Afinal, o Marlon ia viajar para Garça, para o Festival da florada da cerejeira, e eu não pude ir. Pois ele estava tomando banho para sair quando o titio falou meu nome (errado, como a maioria dos mortais =P) no ar, junto com os outros nove felizes que ganharam convites. Eu sai saltitando pela casa, e agradeço a paciência da Cássia e das outras vítimas que encontrei no MSN naquele momento, porque eu estava purpurinicamente insuportável de felicidade. Mesmo quando o email chegou eu ainda mal conseguia acreditar. Era isso mesmo. Eu ia ver Echo and the Bunnymen, Gene loves Jezebel e ainda levar o TSOL e o Nazi de brinde. Rememorando, eu adoro Echo e Gene loves... eu sou uma das pessoas que beijou alguém desconhecido na pista do Madame Satã ouvindo Lips like sugar... creio ser desnecessário dizer algo além disso... e eu cresci amando Gene loves porque meu pai um dia chegou com uma pilha de vinis e me ensinou “isto aqui é rock and roll”, e além de ter me transformado numa grungezinha obcecada por Blind Melon e Nirvana, numa fã incondicional de Ozzy Ozbourne, ele me ensinou “e isso aqui vem da Inglaterra”, e a luz se fez, e eu descobri que eu podia sofrer os horrores maiores da existência humana e tudo estaria bem se eu tivesse um inglês de cabelo excêntrico me dizendo que tudo ia ficar bem, ou pior ainda... assim sendo, um dia ele me mostrou Gene loves Jezebel, porque achou que tinha a minha cara... e tinha mesmo. Assim sendo, ver essas duas bandas é meio que tudo que eu possos desejar num show em amplos aspectos emocionais... E meu primeiro show de rock, no dia em que acharam o corpo do Kurt Cobain, foi um show do IRA!, e ver o Nazi é sempre muito bom (sempre me lembro dele dizendo “um minuto de barulho por Kurt Cobain!”). Voltando da digressão, eu tinha um email dizendo que era verdade, mas mesmo na terça feira, subindo o elevador por 15 andares de pânico, enquanto o Agostinho (que eu achei na rua e me acompanhou) ria da minha cara, ainda tinha a sensação de que iam dizer que tudo era um engano. Preciso dizer que a entrada da Kiss é tudo de bom, muito simpático aquele hall. Incrível imaginar que a rádio que eu escuto todo dia quase tem um espaço físico real, fora do espaço virtual das ondas fm. Tá, eu sei, é idiota. Mas as coisas ganham outro contorno quando puxadas para o plano físico... E lá estava eu tocando a campainha da rádio, para pegar os convites que eu suspeitava não existiam... mas existiam. Eu tinha mesmo ganho, meu nome estava mesmo na lista. Eu sai de lá saltitando. Com direito a saltitos pela calçada da avenida Paulista... literalmente. Eu ia no show! Corta para quarta feira de manhã, últimos acertos sobre quem ficar com o André, eu avisando na escola que “olha, eu não sei se vou conseguir vir trabalhar amanhã porque vou num show de rock essa noite”, o que deixou a massa de professores efetivamente desconcertada... Me senti muito bem com aquilo... ainda tenho uma atitude rock and roll! hahahahaha Sai da escola, encontrei o Marlon no shopping para comer um lanche, jogar o número do ingresso na mega sena e pegar o caminho do Via Funchal. Pegar o caminho do Via Funchal é uma aventura a parte. Cortando caminho, o que nos poupa várias baldeações, é trem até Tamanduatei, ponte Orca até Alto do Ipiranga, metrô até Vila Madalena, ponte Orca até Cidade Universitária, e de lá o trem até a estação Vila Olímpia. Se existe algum outro caminho? Sim, mas vc tem que pegar trem e ônibus, o que demora mais que fazer essa aventura toda. Conheço quem considera que o Via Funchal fica numa filial da Casa do Caralho. Mais dois shows que eu vá lá de condução e eu vou concordar... (esse é meu segundo show lá). O fato é: acha que eu dou a mínima? Eu só conseguia mentalizar homens com cabeça de colehinho pulando em volta de mim enquanto me espremia no trem lotado até a Vila Olímpia. Chegando lá, uma fila de 20 pessoas nos matou de surpresa. De repente a gente se deu conta que era quarta feira e a maioria das pessoas não sai do trabalho as três da tarde como eu... no show do Motorhead, que foi em um sábado, a fila começava dois quarteirões antes... assim como em todos os shows em que eu tinha ido até ontem... Entramos, e colamos na grade. Para muita gente ali pareceria algo desnecessário. Porque o lugar estava vazio quando abriram os portões. As pessoas iam chegando devagar, mas constantemente. E foi colada ali na grade que vi o show ser aberto pelo pessoal da rádio. Nazi é o cara certo para abrir um show, principalmente um onde o público ainda não está confiante porque a casa ainda está meio vazia. Ele tem uma presença de palco cativante e energética, e sabe como fazer as pessoas entrarem no clima. De todos os shows nacionais que já vi, a única banda que tinha a mesma característica tinha outra vibe: o Ultraje a rigor. O Nazi consegue ter o público na palma da mão, e, principal para mim em um show, existe uma clara sensação de que a banda está se divertindo ainda mais que nós. Eles riam, eles brincavam entre si, o Nazi fazia aquele truque com o microfone de ficar girando ele no ar e pegar com a outra mão, que é besta mas visualmente muito estiloso. Uma seleção de músicas ótima. Valeu por ouvir músicas ancestrais do rock brasileiro em versões bacanas, e por ver que, não importa o que aconteça, o Nazi ainda é O cara em palco. Quando olhei para trás me surpreendi em como tinha chegado mais gente durante o show dele. No intervalo antes do show do TSOL, já fazia bastante sentido estar colada ali para ver o show. TSOL aliás, foi uma incrível surpresa. Porque eu não conseguia identificar a banda até eles começarem a tocar e eu me ligar que a idiota aqui conhece um mundo de músicas do TSOL; mas quem disse que eu me lembrava do nome da banda? Assumo nesse momento que não sou uma super heroína e não consigo lembrar metade dos nomes de bandas que eu gosto... o jeito é aproveitar que meu pai descobriu o you tube e fuçar nos vídeos favoritos do orkut dele... De todo modo, foi um show muito bom. Eles criam empatia com o público, e a galera que estava assistindo ficou bem motivada. Continuou o clima de empolgação crescente que o Nazi começou, e mesmo quem tinha ido lá para curtir outras bandas, como eu, pode ter diversão genuina com o show do TSOL. Vale deixar em primeiro plano que foi o máximo antes do show o vocal dos caras ajeitando o microfone na maior naturalidade ao invés de mandar um roadie fazer isso. É legal ver esses pontos de humanidade numa banda... Gene loves Jezebel foi algo além. Foi catártico. Foi mágico. É difícil falar porque foi muito bom. E deu para ver como os olhos do vocal são lindos... foi como se reencontrar com coisas minhas que estavam guardadas a muito tempo. O som é muito bom, a presença de palco de todos é intensa, e eles também parecer sentir prazer no que fazem. Aliás, “prazer” é um perfeito signo do que significa um show deles, porque a coisa é toda nesse sentido. É sensual e corporal. Preciso fazer uma anotação para a camiseta que ele estava usando, que era linda, e a bandeira do Brasil pendurada na cintura. Era muito contagiante e a vibe era muito intensa. A banda anima qualquer público (que a essa altura o Via Funchal já estava lotado), e o Aston faz sexo com o público. O show chegou ao fim e eu pensei que se fosse para morrer naquele instante eu morreria feliz e realizada... o show durou até praticamente mandarem eles parar, e mesmo assim eles esticaram o que puderam. O intervalo mais longo entre os shows foi entre o GLJ e o Echo. A cada intervalo dos shows, os locutores subiam no palco e distribuiam camisetas... E foi nesse intervalo que consegui uma...ou melhor, o Marlon pegou uma para mim. Preciso dizer que a camisa é linda, manga longa, super bem feita. Muita camiseta promocional parece que vai desmanchar na primeira vez que se usa, mas essa parece mais resistente... vamos ver como se sai daqui uns meses =). E começaram a ajeitar o palco do Echo. Poe ventilador, poe toalha, liga uma dúzia de pedais para cada guitarra. Eu acho muito válido isso. Pode parecer frescura para quem nunca cozinhou debaixo de um refletor de palco pedir por toalhas ou ventilador, mas eu apoio totalmente. O show começou lá pela meia noite. E foi um show lindo. Muito intenso, muito gostoso. A banda tem uma força sonora ótima, e personalidade. Foi divertido ver o Ian colocando o povo da imprensa para fora, porque no começo de cada show era um saco, ficavam dúzias de fotografos no pé do palco fotografando, o maior saco. Ele mandou os caras cairem fora, para alegria de quem estava na grade querendo ver o show em paz. O show foi bem longo e teve dois bis, então deu para curtir bem. Foi bacana ver como o público estava fascinado pelo som, e apesar do ar blasé dos caras, foi bacaníssimo. Eu não dou a mínima para estrelismos (o atraso do show foi causado pela ausência de um secador de cabelos...), e me diverti demais. Me deixa muito feliz ir a um show que ue curto do inícoo ao fim como foi esse. E o fim do show não foi o fim da aventura. Estavamos sentados na porta do Via Funchal, vendo as barraquinhas irem embora e a casa fechando, porque iamos esperar os trens voltarem a correr para ir embora. Estavam dez pessoas lá sentadinhas. Os taxistas estavam meio indignados com aquilo, eles parados do outro lado da rua e a gente esperando o trem. Um dos taxistas começou a perguntar de onde a gente era e descobrimes que, curiosamente, todos eram o ABC, três de são caetano, um de santo andré, e cinco de mauá! (e não conheciamos os outros três mauaenses). Então ele fez a proposta: dez reais por cabeça e todo mundo voltava para casa de Doblô. Topamos, claro, porque entre ficar até quatro e meia parados lá e três da matina estar em um carro quentinho rumando para casa não tem comparação. Então voltei para casa de táxi, ainda meio apaxionada por tudo que tinha visto, e curtindo muito a sensação de que valeu a pena. E assim terminou a lua do louco... voltando para casa olhando a noite rodando pela rua, enquanto minha mente viajava nas músicas e nas imagens daquelas bandas.
Posted by Sarah on Jun 30, '08 8:04 PM for everyone Beija Flor dá uns passos rápidos, meio pulados, quando se trata de independência. Talvez por fazer o próprio ritmo, ele tem dessas.
Deixar fazer o próprio ritmo é meu mote como mãe. Desde o parto, natural, normal, não hospitalar,sem grito, na penumbra, nunca vou me esquecer, sem choro, olhando em volta com naturalidade, sem aumentar um batimento cardíaco.
Desde então, nada foi feito com pressa, embora certas coisas sejam muito mais rápidas do que esperamos. Assim, ele ficou reclinado no carrinho e não deitado desde os primeiros dias, porque chorava se ficasse deitado... queria ver o mundo.
Fazer o pequeno falar foi um desafio e tanto. Não mostrava nenhum interesse na fala até descobrir a escrita. Depois que descobriu a relação entre palavras e letras escritas e o som, começou a falar. Soletra as palavras, lê os logotipos, e aprende os números, já sabe que um, dois e três são quantidades, e conta. Não é de falar muito, é um menino silencioso, e eu respeito seu silêncio.
Mas ele canta, e dança, e sua palavra preferida no mundo é "música", assim ele explica quando batuca com os pés, para não tomar bronca: "é música". Assim ele escolhe os desenhos que gosta de ver na tv: pela música.
E assim, não apressei ele a andar, não apressei a falar, insisto, sim, que se comunique, quando quer alguma coisa, mas deixo que ele trace seu caminho.
É engraçado ver ele falando "Jêus", porque acha que Jesus é Zeus, com certeza é engraçado. Ou querendo acender a vela dos ancestrais, verificando antes de sair de perto do altar que eu esteja longe para soprar a vela...
É engraçado ver que ele decorou a abertura de Backyardigans.
É enervante que toda caneta ou lápis tenha de ser controlado porque senão ele risca desenha e escreve em tudo que for possível.
E que agora ele decidiu que deve tirar a fralda, e como é complicado fazer ele entender que então precisa avisar se quer o banheiro... o que é bem cansativo de convencer alguém que quer fazer tudo sozinho.
É bom ver que ele bebe no copo, que ele nunca tomou mamadeira. Que foi experimentar algo além do meu leite quando tinha mais de 7 meses. Não acho que todo mundo tem que fazer igual, mas fico feliz que com ele seja assim. Fico aliviada quando vejo que ele graças a isso já se livrou da alergia, que pode agora consumir o chocolate que tanto gosta. Mesmo que prefira leite de soja ao de vaca, sempre, ele gosta de iogurte, brigadeiro, e pode comer . E está enorme de alto, e pesando quase 16 kilos. E que isso para quem teve desnutrição por alergia é uma vitória extrema.
E assim ele vai dando seus passos em rumo de uma independência que eu não tenho pressa que chegue, porque quero que chegue com segurança. E assim, ele não vai a escolinha, mas fica com a gente mesmo o dia todo, em regime de revezamento, e carregamos ele para onde vamos. E tudo vai bem.
Já fazem uns meses que ele diminuiu as mamadas. E assim, foi deixando de mamar no peito, naturalmente, no tempo dele. No ritmo dele. Voltando quando se sentia inseguro. E agora, ao que parece, definitivamente parou... sem pressão, sem forçar a barra.
Constrói teu mundo, Beija Flor, mensageiro divino, criança dos caminhos, força no braço e no coração que a tua mãe jamais vai ter. Meu pequeno lobo, meu mestiço de coiote. Segue sempre, que sempre vou estar aqui.
Posted by Sarah on Jun 27, '08 8:54 AM for everyone  I know, I know. Eu sou mala. Eu me permito ser mala, e é isso ai. Quando se fala de uma divindade, é preciso entender que os atributos e as qualidades que ela rege são só uma parte ínfima de tudo que representa aquela divindade. É preciso analisar muito mais que isso quando se quer compreender de quem se trata uma personalidade divina. Uma lista de palavras é tão pouco, tão pequeno, perto de tudo que Eles são. Acho que tem outros focos muito centrais, por exemplo: -filiação/paternidade - quem são os pais e os filhos (se houver) dessa divindade? Através disso vemos a natureza dessa divindade se manifestar. Assim, por exemplo, Leto demonstra sua natureza imanente e celeste quando se pensa que ela é filha do brilho da lua e do arco do céu - portanto, uma substância um bocado sutil. E Apolo carrega os nomes da avó e da prima como epíteto, além de dividir epítetos com a irmã - o que traça uma clara elação entre ele e a família divina a que pertence. Os atributos de Zeus se manifestam em seus filhos, cada filho é desdobramento de uma faceta da personalidade do Pai. E assim vai. -casamentos - do mesmo jeito, isso também explicita um bocado a natureza divina. Vênus e Marte para mim são o grande exemplo, mas Zeus e Métis é imbatível... -epítetos Tem Deuses com 200, 300 epítetos, a maioria de significados diferentes. Mesmo Deuses menos conhecidos, tem uma diversidade de epítetos que deixa besta. Assim, a gente tem uma visão de como age aquela divindade, não simplesmente "mar" mas "a que veio pelo mar". Não simplesmente "caçadora", mas "a de flechas imbatíveis", "a Senhora do arco dourado". Não é só poetizar, é destrinchar o significado. O que nos leva a... -papel dessa divindade nos mitos -muitos epítetos dizem respeito a mitos específicos. Mas além disso, a gente consegue, pelo modo como a divindade age no mito, perceber como ela é. Atena está sempre tramando alguma coisa, Ela pensa em curva, usa artimanhas. Leto é conhecida como a mais gentil, mas apesar disso, metade dos seus mitos é de vingança, o que podemos tirar disso? Zeus é sempre imponente, sem medo, habilidoso e sábio. Cronos é matreiro e soturno. Os mitos explicitam muitas coisas da personalidade dos Deuses. E tem muito mais. Muito. Como é possível se contentar com pouco quando se fala daqueles que São? Amplitude é o que Eles nos trazem, e é com amplitude que devemos busca-los. Enormes, eles nos abarcam. Estão acima da mera racionalização. Mas a busca por informação é aquilo que nos tráz a paixão que deve ser sentida. E lembrar que culto aos Deuses é diferente entre a e b, acima de tudo, porque a e b estão em situações de vida diferentes, em épocas diferentes, com problemas e anseios diferentes, com métrica poética diferente. E não necessariamente que os Deuses sejam totalmente outros, só porque vestem túnica, toga, ou calça jeans.
Posted by Sarah on Jun 24, '08 7:53 PM for everyone Inverno. Devo ter algo de muito invernal no meu espírito. Apesar de tudo e qualquer coisa, o inverno me faz bem, muito bem. Esse frio todo me faz sentir viva. Propício que seja agora que tudo isso tem acontecido.
O primeiro semestre do ano foi bem ruim para mim. Os Enamorados estavam lá pairando para me lembrar que como estava não podia ficar. Eles exigiam uma escolha que eu não me sentia pronta para fazer.
Mas quando eu fui ver os xamãs, aconteceram duas coisas. Uma, eu me senti fortalecida. Toda a estagnação que estava presa na minha coluna foi embora. Não foi bonito não...rs Foi sujo. Mas quando eu estava lá, eu ouvi umas coisas que me colocaram a cabeça no lugar.
Eu me lembrei que um dia eu optei por estar presente. Optar por estar presente - o caminho do guerreiro. Lembrei que fui criada para isso. Para ser guerreira.
E aquelas mulheres disseram coisas para mim muito importantes. -Eu preciso me permitir o prazer. -Eu não posso deixar ninguém me sugar. O que leva a: -Preciso pensar mais no que me torna eu mesma -Preciso de mar, andar descalça, contato com a natureza -Preciso voltar os olhos para trás e parar de deixar coisas interminadas por aí
Eu fiz as pazes com o espírito do chocalho, eu acho. Creio que o chocalho que vou fazer, que fui instruida a fazer, não vai partir como todos desde que o espírito do chocalho se zangou comigo.
Isso tudo mexeu comigo. Percebi que não podia mais permitir ser suscetível. Precisava me focar. E ai, fizemos o exercício com o Leo Artese. E minhas palavras na roda de transformação me deram um ímpeto novo.
A segunda feira chegou e partiu e eu não me permiti que fizessem mal. Passei pela escola como se não fosse comigo, porque, na real, não é. E assim estou. Estou lá, mas estou isenta. Deixo meu envolvimento para as coisas realmente necessárias, realmente válidas.
E assim tem sido.
Domingo, quem veio? O Imperador.
Um semestre de imperador é tudo que eu podia desejar. Claro que me lembro que o que abate minha Torre não é o tridente de Poseidon, mas o raio de Zeus. O raio que me abate e me cega me permite enxergar também... e é nisso que penso quando imagino um semestre inteiro de construção. Um semeste ao lado dEle, Pater, protetor.
Me vejo trançando o cabelo, prendendo um chifre vermelho entre as penas do cisne. Me vejo mais forte, mais eu. E lá vou eu, perguntar ao vento frio, como posso ser ainda mais, Eu.
Posted by Sarah on Jun 13, '08 9:47 PM for everyone Estou tão feliiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiz com meus dois quilos de estopa...
Eu uso estopa como enchimento das minhas Deusas. Mas comprar em pequena quantidade é ruim, porque não dá para muito e nem sempre você encontra da qualidade que se deseja. Então pedi para o Dú que trabalha numa metalúrgica para trazer estopa para mim. E ele hoje finalmente trouxe a dita cuja para mim.
O que me deixa feliz porque tenho duas Persephones, três Senhoras do Mar, duas Basts e muito gnomos e fadas esperando cortadinhos para serem recheados e finalizados. E é desesperador ver os coitadinhos recortados em cima da mesa...
Eu gosto de trabalhar com a estopa porque ela é composta de fios e retalhos de tecido, basicamente algodão, e é uma forma de reciclagem. Além de ser muito gostoso de trabalhar porque você pode trabalhar a vontade, ela toma a forma que você realmente quer, ao contrário da espuma que tem vida própria (além de ser meio artificial).
Além disso, tenho uma linha bacaníssima de Espíritos Guardiães e Espíritos Ancestrais saindo do forno... fotos hoje do primeiro Espírito Guardião, que é o Espírito da Força.
Nem acredito que estou conseguindo navegar para fora desse mar de sargaços que minha vida tem sido nas últimas semanas...
Posted by Sarah on Jun 10, '08 7:03 PM for everyone POis é. Semana dos namorados. Achei chocha. Ano passado tinha mais corações pelas ruas, cupidos nas vitrines. Esse ano tá tudo meio discreto. Achei esquisito. E passei o ponto, porque comemorei o dia dos namorados já. Em fevereiro.
Eu tenho um motivo simples em comemorar o dia de São Valentim e não de Santo Antônio. Eu nunca fui do tipo casamenteira. Mas durante anos em 12 de junho eu comprei dúzias de presentes e cartões e distribui com votos de amor aos meus amigos.
Não, não, isso não é o motivo, lembrei disso agora. É que minha memória é MUITO ruim. E em fevereiro, todas as coisas que leio na net, de scrapbook e blogs de designers e artistas e tarólogas, então falando disso. Assumo que me movimento muito pouco na blogosfera de língua portuguesa. Então, em fevereiro eu sou lembrada constantemente. Eu sei que o dia está chegando, e sei que preciso fazer algo a respeito...hahahahah
Se eu sou estranha? Eu presenteio meu pai na quarta feira aleatória mais próxima ao dia dos pais. Só para lembrar a ele que me lembro dele todo dia, até nas quartas feiras. Então, ok, eu sou estranha. Efemérides são estranhas.
Esse ano, imprime uns seis cartões, e espalhei pela casa. No monitor, na porta, no guarda roupa, dentro da geladeira. Por tudo que eu sabia que ele ia passar os olhos durante o dia. Afinal, eu ia pro trabalho, ele ia ficar sozinho. E a noite abri um vinho. E ele sorriu e agradeceu e foi mó legal.
Assumo. Eu queria o cachorro de pelúcia rosa choque. Mas tbm queria a cobra de pelúcia rosa choque dois meses atrás. E bom, pelúcia, sendo ou não rosa choque, é tudo de bom. 365 dias por ano, 366 a cada 4 anos.
Mas não é meu foco. Tipo, não espero ganhar nenhum presente. Talvez daqui um mês ele me dê um cartão. Porque é quarta feira.
Mas o catso do dia dos namorados, mesmo esse ano sendo bem micho, está aí. E eu sempre amei a data. Mesmo sem namorado. Adorava. Saia para beber. Fazia noite do chocolate quente. Me dedicava a fazer meus amigos se sentirem bem. E sempre isso me deixou feliz.
E não é presente o assunto. É essa sensação de curtir alguém sem se preocupar com o amanhã, o horóscopo e encontrando sincronicidades bestas que justifiquem ficar juntos por mais um trago do cigarro, mais um copo de licor. É esse saber que a noite pode terminar numa cama quente ou abraçados e silenciosos no gelado do vento das ruas, e que só o que vale é estar junto, foda-se o que se está fazendo. É saber que aquela noite vai ser a melhor da sua vida - até a próxima melhor noite, que virá, e sempre mais breve do que se imagina.
É isso aí, folks. Alll we need is love. E isso não tem nada a ver com namorados. É uma questão de sensação...
Posted by Sarah on Jun 5, '08 10:47 PM for everyone  Com os filtros certos, a gente encontra tudo no flickr... no jardim de Versalhes
Posted by Sarah on Jun 5, '08 9:01 AM for everyone 5 junho 2008 Há conceitos e regras que caíram em desuso, pois não se adequam mais ao espírito da época. Porém, continuam sendo aplicados automaticamente, por falta de reflexão. Promover a reflexão é uma boa maneira de melhorar as coisas.
POis é, seu Quiroga... bateu em cheio nos meus problemas na escola...
Posted by Sarah on Jun 3, '08 7:26 PM for everyone ...e ele veio... relembrando do outro post: E a amargura vai embora feito uma bolha nevoenta, deixando em seu lugar uma tristeza familiar e contida, feito um filho de porcelana, que eu escovo e coloco de volta no armário, um pierrot inofensivo com uma pontinha de beleza trágica enquanto eu saio lá fora e fumo com a loucura, enquanto espero o dia amanhecer e o sol levar tudo de trágico embora. "e se você me jogar do precipício,não me importo com issoeu adoro voar"E então, aqui está...  Cercado pelo 4 de ouros e o 6 de paus. De novo...
Posted by Sarah on Jun 3, '08 4:27 PM for everyone Tem gente, como o Keith Richards, que se dichava a vida inteira e nunca fica torto. NO entanto se eu fumo dez cigarros num dia, passo mal no dia seguinte, comose meu fígado, e meu estômago, tivessem decidido ir embora e não mais voltar...
Posted by Sarah on Jun 3, '08 9:12 AM for everyone As vezes, a amargura ronda. Porque tem uma carga sutil e avassaladora, a amargura tenta morar no nosso cabelo, formando uma rede que termina por nos sufocar e a tudo que há em volta. Mas a amargura, como um vampiro legendário, tem que ter permissão para pousar. E como um vampiro legendário, sabe usar disfarces para romper nossa defesa, até ser quase desejada.
É natural no nosso povo um espírito de mártir. Um espírito de que temos que sofrer para merecer. E é fácil se distrair do fato de que não precisamos sofrer, se nossa escolha for não sofrer. Quando abdiquei do cristianismo, eu abdiquei do pecado original e de toda necessidade de ver a dor como algo ruim.
Mentira.
Eu abdiquei de ver a dor física como algo ruim muito antes de abdicar da minha antiga religião. Deixar de ver a outra dor como um castigo é questão de tempo, nesse caso.
A amargura me ronda todos os dias. Se me distraio sinto o peso familiar dela sentando no meu ombro. Mas eu lí as obras completas de Cecília, e "aprendi com a primavera a me deixar cortar e voltar sempre inteira". Aprendi que sou sim o abismo e sou sim o ninho no abismo.
E é claro que dói. Continuo com as mesmas neuras, com as mesmas e com novas dúvidas. Olho as pessoas e as desejo. E meu amor pelo mundo me sufoca e dói. Mas eu não me permito o martírio. Eu sinto a dor como o que é: só dor, que vai passar. Que significa algo, ou não. Mas que não é nada metafísco, nada merecido, nada que me oprima. É uma sensação, feito o prazer, o arrepio ou o frio caminhando na pele.
E eu continuo, espanto a amargura com uma risada desumana que me habita as vezes. Espero o cinza ser varrido do céu pelo frio azul do inverno que aproxima. Penteio meu cabelo e ameaço a amargura com o espinho de marfim que guarda aentrada da minha alma.
E a amargura vai embora feito uma bolha nevoenta, deixando em seu lugar uma tristeza familiar e contida, feito um filho de porcelana, que eu escovo e coloco de volta no armário, um pierrot inofensivo de com uma pontinha de beleza trágica enquanto eu saio lá fora e fumo com a loucura, enquanto espero o dia amanhecer e o sol levar tudo de trágico embora.
"e se você me jogar do precipício, não me importo com isso eu adoro voar"
Posted by Sarah on May 31, '08 10:42 PM for everyone Temos tv a cabo. Meus pais assinaram NET e puxamos um ponto pra nossa tv. Eles ficam felizes com a internet skavurska e meu pai descobre as maravilhas do youtube, e eu quase morro quando descubro que na TV Rá Tim Bum, as onze e tanto da noite, passa Bambalalão!
Talvez nem todo mundo lembre do bamba. Mas eu lembro. Eu tenho fotos com o Pam Pam e com a Gigi, eu era apaixonada pelo Bambaleão (que a porpóstio, Bambaleão e Silvana também passa na tv ra tim bum).
Fui duas vezes no programa. Não lembro muita coisa, lembro da emoção de estar lá, de ver as pessoas de perto, de sentar no colo do Pam Pam para tirar foto... uma das minhas fotos preferidas da vida.
E de repente eu tinha 5 anos de idade.
Eu não sou do tipo nostalgica. Sinto falta de coisas do passado, mas não sou do tipo que queria voltar ao passado. Nem ferrando. Sim, tive muita coisa boa, mas as ruins foram bem ruins... mas Bambalalão e Castavento foram dois programas que marcaram minha infância boa.. E mais que tudo, foram coisas importantes para minha formação, para aprender a viver. Para ser quem eu sou hoje.
Foi muito bom rever o Bamba.
Essa foi uma coisa que eu não esperava que a tv a cabo fosse me trazer.
Posted by Sarah on May 31, '08 12:07 AM for everyone
Posted by Sarah on May 29, '08 9:02 AM for everyone Quando o sol se afasta eu me sinto bem. Sou um bicho do vento frio e o inverno me faz sentir viva. Para mim, janeiro é o pior dos meses. O calor sufocante me deprime absolutamente.
O céu no outono tem a cor mais bonita da minha caixa de aquarelas. Ainda assim, este outono me pegou um tantinho melancólica. No comecinho do mês tive um sonho maluco onde eu era exilada política em Londres. No sonho minha vida estava virada em 180º . Eu não trabalhava, a pessoa que morava comigo e eu estavamos começando a ensaiar um relacionamento. O Ragabash tinha me abandonado e morava com o Beija Flor em Portugal casado com uma amiga minha. É engraçado porque o sonho começava um pesadelo extremamene claustrofóbico - já que eu cinematográficamente chegava na europa escondida no compartimento de bagagens do avião. E daí seguia uma sequência meio an passant de eu e meu advogado (exilado comigo) fugindo de um país para outro até chegar em Londres e eu ir morar em Nothing Hill. E foi um sonho simpático, porque a persona do sonho (nunca penso no meu eu do sonhos como eu mesma) era uma pessoa que tinha uma serenidade em enfrentar as coisas da vida admirável.
No sonho, era final do outono, e as folhas do olmo na porta da casinha faziam crec crec quando passava por cima delas. E num momento ela fazia um balanço enquanto tomavam chá, sobre como no final das contas, tudo tinha acabado fazendo com que os sonhos deles se realizassem - e mesmo ela tendo mil problemas para viver, ela levava tudo com muita graciosidade.
Acordei do sonho para outra claustrofobia, a minha cotidiana, sem saco para interpretações metafísicas, focada no que o sonho tinha de calmante. As vezes eu tenho sonhos que são doces de açucar que meu sérebro dá para si mesmo. Acho que alguns mereciam virar filme... filmes bem pipoca mesmo, blockbuster. Sem preocupação nenhuma além do divertido.
O céu azul clarinho me obriga a sair para trabalhar. O ar é seco e eu me sinto fisicamente bem. Espero que antes do inverno chegar, eu consiga fazer minha mente entrar em sintonia com meu corpo...
Posted by Sarah on May 28, '08 9:47 PM for everyone Eu tenho em mim um interesse absolutamente sensual no conhecimento. E é sem vergonha nenhuma que digo que depois desse curso da Teogonia, chegando em casa e me descobrindo sozinha, devorei de colher o finzinho do meu sagrado pote de Pralinutta enquanto superava a vontade de dar um beijo de língua no professor. Porque se eu beijasse ele, pensando por tudo, eu estaria beijando Apolo, ou as Musas, ou fosse qual fosse o Deus que usava ele como manifestação do seu ofício...
Posted by Sarah on May 28, '08 9:02 AM for everyone
| |