Finalmente coloquei minhas mãos na minha caneca. Gosto de pensar como as coisas acontecem, como as coisas viajam para chegar até o olugar onde devem estar, os caminhos que percorrem. E assim é minha linda caneca. Teve gente que não entendeu porque eu escolhi justo essa imagem. Mas para mim tem muito sentido.
Desde a Torre eu percebi isso: preciso desvestir um manto e vestir outro. Preciso vestir o manto do mangusto, da doçura, compaixão, gentileza, modéstia, etc. e tal. É hora de abandonar a guerreira e virar outra coisa, porque não vale a pena passar a vida lutanto de lutando sem cessar, sempre espada em punho, sempre na defensiva. Eu quero mais é jogar tudo pro alto e dançar no mato, quero rir e beijar e viver mais leve.
Quando olho as lágrimas do bodhsattva, penso na imensa compaixão que move o Senhor Avalokita. Essa compaixão e doçura que eu quero em mim. E essas lágrimas dão forma a Tara: A Tara Verde e a Tara Branca são as formas compassivas dEla. Olhar essa caneca, beber nessa caneca, é por si só um exercício de doçura.
Espero sinceramente que depois dessa estrela eu consiga me desprender do manto do ouriço de uma vez por todas.