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Posted by Sarah on Jul 4, '08 5:40 PM for everyone

Não tinha escrito sobre isso aindas porque não parecia real. Era como se na verdade eu fosse acordar e descobrir que foi um engano...

E eu estaria postando isso horas atrás se a minha internet não tivesse passado o dia todo fora do ar...


Sexta feira mandei um email para o titio Marco Antônio pedindo para ganhar um ingresso para o show de aniversário da Kiss FM. Não estava exatamente num bom dia. Afinal, o Marlon ia viajar para Garça, para o Festival da florada da cerejeira, e eu não pude ir. Pois ele estava tomando banho para sair quando o titio falou meu nome (errado, como a maioria dos mortais =P) no ar, junto com os outros nove felizes que ganharam convites. Eu sai saltitando pela casa, e agradeço a paciência da Cássia e das outras vítimas que encontrei no MSN naquele momento, porque eu estava purpurinicamente insuportável de felicidade.


Mesmo quando o email chegou eu ainda mal conseguia acreditar. Era isso mesmo. Eu ia ver Echo and the Bunnymen, Gene loves Jezebel e ainda levar o TSOL e o Nazi de brinde.


Rememorando, eu adoro Echo e Gene loves... eu sou uma das pessoas que beijou alguém desconhecido na pista do Madame Satã ouvindo Lips like sugar... creio ser desnecessário dizer algo além disso... e eu cresci amando Gene loves porque meu pai um dia chegou com uma pilha de vinis e me ensinou “isto aqui é rock and roll”, e além de ter me transformado numa grungezinha obcecada por Blind Melon e Nirvana, numa fã incondicional de Ozzy Ozbourne, ele me ensinou “e isso aqui vem da Inglaterra”, e a luz se fez, e eu descobri que eu podia sofrer os horrores maiores da existência humana e tudo estaria bem se eu tivesse um inglês de cabelo excêntrico me dizendo que tudo ia ficar bem, ou pior ainda... assim sendo, um dia ele me mostrou Gene loves Jezebel, porque achou que tinha a minha cara... e tinha mesmo. Assim sendo, ver essas duas bandas é meio que tudo que eu possos desejar num show em amplos aspectos emocionais...

E meu primeiro show de rock, no dia em que acharam o corpo do Kurt Cobain, foi um show do IRA!, e ver o Nazi é sempre muito bom (sempre me lembro dele dizendo “um minuto de barulho por Kurt Cobain!”).


Voltando da digressão, eu tinha um email dizendo que era verdade, mas mesmo na terça feira, subindo o elevador por 15 andares de pânico, enquanto o Agostinho (que eu achei na rua e me acompanhou) ria da minha cara, ainda tinha a sensação de que iam dizer que tudo era um engano. Preciso dizer que a entrada da Kiss é tudo de bom, muito simpático aquele hall. Incrível imaginar que a rádio que eu escuto todo dia quase tem um espaço físico real, fora do espaço virtual das ondas fm. Tá, eu sei, é idiota. Mas as coisas ganham outro contorno quando puxadas para o plano físico...

E lá estava eu tocando a campainha da rádio, para pegar os convites que eu suspeitava não existiam... mas existiam. Eu tinha mesmo ganho, meu nome estava mesmo na lista. Eu sai de lá saltitando. Com direito a saltitos pela calçada da avenida Paulista... literalmente. Eu ia no show!


Corta para quarta feira de manhã, últimos acertos sobre quem ficar com o André, eu avisando na escola que “olha, eu não sei se vou conseguir vir trabalhar amanhã porque vou num show de rock essa noite”, o que deixou a massa de professores efetivamente desconcertada... Me senti muito bem com aquilo... ainda tenho uma atitude rock and roll! hahahahaha


Sai da escola, encontrei o Marlon no shopping para comer um lanche, jogar o número do ingresso na mega sena e pegar o caminho do Via Funchal.


Pegar o caminho do Via Funchal é uma aventura a parte. Cortando caminho, o que nos poupa várias baldeações, é trem até Tamanduatei, ponte Orca até Alto do Ipiranga, metrô até Vila Madalena, ponte Orca até Cidade Universitária, e de lá o trem até a estação Vila Olímpia. Se existe algum outro caminho? Sim, mas vc tem que pegar trem e ônibus, o que demora mais que fazer essa aventura toda. Conheço quem considera que o Via Funchal fica numa filial da Casa do Caralho. Mais dois shows que eu vá lá de condução e eu vou concordar... (esse é meu segundo show lá).


O fato é: acha que eu dou a mínima? Eu só conseguia mentalizar homens com cabeça de colehinho pulando em volta de mim enquanto me espremia no trem lotado até a Vila Olímpia.


Chegando lá, uma fila de 20 pessoas nos matou de surpresa. De repente a gente se deu conta que era quarta feira e a maioria das pessoas não sai do trabalho as três da tarde como eu... no show do Motorhead, que foi em um sábado, a fila começava dois quarteirões antes... assim como em todos os shows em que eu tinha ido até ontem...


Entramos, e colamos na grade. Para muita gente ali pareceria algo desnecessário. Porque o lugar estava vazio quando abriram os portões. As pessoas iam chegando devagar, mas constantemente.

E foi colada ali na grade que vi o show ser aberto pelo pessoal da rádio.


Nazi é o cara certo para abrir um show, principalmente um onde o público ainda não está confiante porque a casa ainda está meio vazia. Ele tem uma presença de palco cativante e energética, e sabe como fazer as pessoas entrarem no clima. De todos os shows nacionais que já vi, a única banda que tinha a mesma característica tinha outra vibe: o Ultraje a rigor. O Nazi consegue ter o público na palma da mão, e, principal para mim em um show, existe uma clara sensação de que a banda está se divertindo ainda mais que nós. Eles riam, eles brincavam entre si, o Nazi fazia aquele truque com o microfone de ficar girando ele no ar e pegar com a outra mão, que é besta mas visualmente muito estiloso. Uma seleção de músicas ótima. Valeu por ouvir músicas ancestrais do rock brasileiro em versões bacanas, e por ver que, não importa o que aconteça, o Nazi ainda é O cara em palco.


Quando olhei para trás me surpreendi em como tinha chegado mais gente durante o show dele. No intervalo antes do show do TSOL, já fazia bastante sentido estar colada ali para ver o show.


TSOL aliás, foi uma incrível surpresa. Porque eu não conseguia identificar a banda até eles começarem a tocar e eu me ligar que a idiota aqui conhece um mundo de músicas do TSOL; mas quem disse que eu me lembrava do nome da banda? Assumo nesse momento que não sou uma super heroína e não consigo lembrar metade dos nomes de bandas que eu gosto... o jeito é aproveitar que meu pai descobriu o you tube e fuçar nos vídeos favoritos do orkut dele... De todo modo, foi um show muito bom. Eles criam empatia com o público, e a galera que estava assistindo ficou bem motivada. Continuou o clima de empolgação crescente que o Nazi começou, e mesmo quem tinha ido lá para curtir outras bandas, como eu, pode ter diversão genuina com o show do TSOL.


Vale deixar em primeiro plano que foi o máximo antes do show o vocal dos caras ajeitando o microfone na maior naturalidade ao invés de mandar um roadie fazer isso. É legal ver esses pontos de humanidade numa banda...


Gene loves Jezebel foi algo além. Foi catártico. Foi mágico. É difícil falar porque foi muito bom. E deu para ver como os olhos do vocal são lindos... foi como se reencontrar com coisas minhas que estavam guardadas a muito tempo. O som é muito bom, a presença de palco de todos é intensa, e eles também parecer sentir prazer no que fazem. Aliás, “prazer” é um perfeito signo do que significa um show deles, porque a coisa é toda nesse sentido. É sensual e corporal. Preciso fazer uma anotação para a camiseta que ele estava usando, que era linda, e a bandeira do Brasil pendurada na cintura. Era muito contagiante e a vibe era muito intensa. A banda anima qualquer público (que a essa altura o Via Funchal já estava lotado), e o Aston faz sexo com o público. O show chegou ao fim e eu pensei que se fosse para morrer naquele instante eu morreria feliz e realizada... o show durou até praticamente mandarem eles parar, e mesmo assim eles esticaram o que puderam.


O intervalo mais longo entre os shows foi entre o GLJ e o Echo. A cada intervalo dos shows, os locutores subiam no palco e distribuiam camisetas... E foi nesse intervalo que consegui uma...ou melhor, o Marlon pegou uma para mim. Preciso dizer que a camisa é linda, manga longa, super bem feita. Muita camiseta promocional parece que vai desmanchar na primeira vez que se usa, mas essa parece mais resistente... vamos ver como se sai daqui uns meses =).


E começaram a ajeitar o palco do Echo. Poe ventilador, poe toalha, liga uma dúzia de pedais para cada guitarra. Eu acho muito válido isso. Pode parecer frescura para quem nunca cozinhou debaixo de um refletor de palco pedir por toalhas ou ventilador, mas eu apoio totalmente.


O show começou lá pela meia noite. E foi um show lindo. Muito intenso, muito gostoso. A banda tem uma força sonora ótima, e personalidade. Foi divertido ver o Ian colocando o povo da imprensa para fora, porque no começo de cada show era um saco, ficavam dúzias de fotografos no pé do palco fotografando, o maior saco. Ele mandou os caras cairem fora, para alegria de quem estava na grade querendo ver o show em paz. O show foi bem longo e teve dois bis, então deu para curtir bem. Foi bacana ver como o público estava fascinado pelo som, e apesar do ar blasé dos caras, foi bacaníssimo. Eu não dou a mínima para estrelismos (o atraso do show foi causado pela ausência de um secador de cabelos...), e me diverti demais. Me deixa muito feliz ir a um show que ue curto do inícoo ao fim como foi esse.


E o fim do show não foi o fim da aventura. Estavamos sentados na porta do Via Funchal, vendo as barraquinhas irem embora e a casa fechando, porque iamos esperar os trens voltarem a correr para ir embora. Estavam dez pessoas lá sentadinhas. Os taxistas estavam meio indignados com aquilo, eles parados do outro lado da rua e a gente esperando o trem. Um dos taxistas começou a perguntar de onde a gente era e descobrimes que, curiosamente, todos eram o ABC, três de são caetano, um de santo andré, e cinco de mauá! (e não conheciamos os outros três mauaenses). Então ele fez a proposta: dez reais por cabeça e todo mundo voltava para casa de Doblô. Topamos, claro, porque entre ficar até quatro e meia parados lá e três da matina estar em um carro quentinho rumando para casa não tem comparação. Então voltei para casa de táxi, ainda meio apaxionada por tudo que tinha visto, e curtindo muito a sensação de que valeu a pena.


E assim terminou a lua do louco... voltando para casa olhando a noite rodando pela rua, enquanto minha mente viajava nas músicas e nas imagens daquelas bandas.


Posted by Sarah on Jun 26, '08 4:30 PM for everyone
Music video from Swedish singer/songwriter Sofia Talvik, taken from her debut album Blue Moon


Ela é lindinha, né? Adorei esse clip cheio de doodles.


Import.flv (6.0 MB)

Posted by Sarah on Jun 26, '08 4:17 PM for everyone
Música da Sophia Talvik. Eu sou fan dessa mulher. E agora descobri que tem vários clipes dela... fiquei feliz... em breve mais clipes


Import.flv (9.0 MB)

Posted by Sarah on Apr 21, '08 6:11 PM for everyone
ddd
dThumbnaild
ddd
Como rescaldo da organização de uma festa das Princesas, algumas imagens para diversão coletiva... Eu quero conseguir mais umas da Malévola e da Rainha Má...

Posted by Sarah on Apr 14, '08 6:19 PM for everyone
Link: http://www.kerismith.com/permission/cardmain.htm

Em um mundo onde sommos cobrados todo o tempo, não é má idéia se permitir fazer as coisas mais simples e que nos dão prazer...

Posted by Sarah on Apr 10, '08 8:55 AM for everyone
...alguém que conhece a música do seu coração e pode canta-la mesmo quando você esqueceu a letra. 

Posted by Sarah on Feb 25, '08 7:11 PM for everyone
Gostei dele desde que vi a imagem da morte pela primeira vez. Gostei dele ser pequeno (eu que antes gostava de cartas enormes, agora prefiro as menores), gostei do visual folk.

Os desenhos são gostosos, dão uma sensação boa em mim. E o livreto, apesar de bem resumido, é muito bom, além de bonito. Capinha mais dura, miniatura da imagem de cada carta, brevíssima definção do que são arcanos maiores e do que é cada naipe, intercaladas ao significado de cada carta.


Se eu fosse usar uma palavra para definir o Nova, seria "simpático".


Estou feliz. Mais um baralho para a "coleção", que ainda não é coleção, porque são só 4 ou 5, mas que até o fim do ano já vai ser uma coleção. (o objetivo é comprar pelo menos 8 tarots esse ano).

Imagem da Taroteca, um pouco desfocada... para ver as outras: aqui


Posted by Sarah on Feb 20, '08 8:34 PM for everyone
Sempre gostei da Turquia. Meu pai falava um bocado da Turquia, fui aprendendo a gostar (como do Líbano), e se o Líbano é a terra do poeta, a Turquia é pátria de beleza. Bela é Hagia Sophia, belos os ícones bizantinos, belas as mesquitas com seus minaretes ligando terra e céu. Na Turquia fica a Capadócia, e Jorge é da Capadócia. Tróia é na Turquia, e eu me chamo Helena e acho que deviam ter deixado a moça lá com o Paris.

Turquia é a terra de Kemal, que conseguiu fazer um Estado laico, mesmo o povo sendo islâmico, e que conseguiu enfiar na cabeça do povo a necessidade da democracia.

A Turquia fica entre a Europa e a Ásia. Todo o velho mundo passa pela Turquia para chegar ao outro lado... mescla de tradições e culturas, um pouco de melhor decada povo foi criando um lugar único.

Eu gostava um bocado da Turquia, e então em encontrei um novo amor. Um sítio arqueológico apaixonante, se eu não me sentisse ligada a Ela, e sendo assim, mais apaixonante ainda. Eu conheci o Lethoon, na margem do Xanthos, e tudo que consigo desejar agora em termos de viajar para conhecer sítios arqueológicos, é ir para o Lethoon. Ele é lindo...

E vai daqui e dali que me caiu aficha. Se eu quero cozinhar para a mãe Lícia, eu posso procurar na culinária turca...

Acabo de descobrir que eu adoro culinária turca e não tinha idéia disso.

Claro que tem algumas coisas que não gosto. Básico. Mas forma geral...

Para começar, eu descobri que a geléia rosa mágica que eu sempre adorei é o tal do manjar turco.

Na sequência descobri que eles usam  pistache em tudo que é possível. Eu a-m-o pistache. Pistache é amigo. Pistache é divertido. Pistache é o melhor sorvete do mundo.  E o tom de verde mais bonito.

Ale´m disso temos o seguinte: muitas sopas, espeto de churrasco, pão turco, iogurte, arroz doce, pudim, folheado de nozes e pistache, água de rosas como ingrediente em variados pratos (eu faço minha própria água de rosas, com orgulho), muito mel, gergelim, e pães de variados tipos, chá, de todo tipo, mas muito chá de maça, frutas cítricas e flores. No verão come-se cerejas, pessegos, uvas, melancia e melão... e no inverno laranja, maçãs e peras.

Ah sim, eles bebem raki. Raki é demoníaco,  mas eu adoro...  é uma bebida a base de aniz, forte que só ela. É transparente, mas quando vc coloca água gelada, fica leitosa. O maluco do meu avô me ensinou a tomar raki quando eu devia ter uns 14, 15 anos... ele não tinha noção.

Não podemso esquecer o café, claro. Necessário.

Resumindo, de tudo que eles usam de base na culinária, eu só não gosto de berinjela, peixe, azeitona e pimentão. Tenho um pé atrás com queijo de cabra, mas eu como.

Ah sim, eles comem muito mais vegetais do que costumo comer. Mas não é que eu não goste de vegetais, é falta de hábito mesmo.

A culinária turca é a mescla da cozinha grega e da cozinha árabe.

E lá vou eu recolher receitas turcas... fiquei com água na boca.



Posted by Sarah on Dec 26, '07 11:56 PM for everyone
Tem algumas coisas que faço com relação a internet e tarot que são muito bacanudas:

* Abrir o flikr e jogar na busca tarot (nome da carta em inglês). Você encontra coisas incríveis como:

Este deck que o cara fez homenageando amigos...

o perfil do cara do Cafe Tarot

e imagens de cartas bacanudas em geral... a maioria nas páginas de quem fez essas imagens. E vindas dos lugares mais insólitos.

* encontrar páginas onde você pega idéias legais...

como o site amarelinho...

ou este aqui onde tem perguntas para vc responder sobre cada carta

ou sites de livros e jogos sobre os quais as pessoas desenharam decks...

e sites onde temos resenhas sobre decks, coleções de imagens e coisas bacanas, e tem vários assim...


e isso só parou porque são três da manhã e preciso deitar...rs

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