Sarah's posts with tag: família
Posted by Sarah on Jul 8, '08 9:05 AM for everyone Vou postar isso hoje porque sei que ela é lesada e talvez só leia em setembro... E porque amanhã quero despender meu dia com você, óbvio, né criatura. Quando eu andei perdida, só existiu uma pessoa no mundo que topou seguir comigo. E quando as pessoas erradas tentavam se passar pelas certas, nunca conseguiam aceitar nossa amizade. Uma amizade de bicho, uma amizade de tigresas, de raposas, de corças, de pombas. Acho que estava predestinado ser assim, quando jogaram nos dados os desígnios das nossas vidas, muitas eras atrás. Que mesmo nas maiores tempestades nós soubessemos que havia um farol para onde ir. E que mesmo nem sempre podendo estar perto, seria uma presença constante e acolhedora uma da outra nosso consolo. As vezes acho que mesmo se passarmos uma vida sem nos ver, vamos continuar lembrando uma da outra, e sempre será assim. De algum modo, na nossa primeira infância, vamos nos achar, e seguir em paralelo desde então, vivendo sem cobrança e sem preconceitos. As pessoas diziam coisas horríveis sobre nós, e nós pairávamos acima do bem e do mal. E eles teriam nos apedrejado se pudessem, mas não podiam, e nós riamos deles. E em momentos onde tudo derivou para o desastre, essa risada permanecia no ar feito nota dissonante me lembrando que aquilo era só o preço de sermos almas livres. Mas que tudo permaneceria, tudo que valia. E o que valia eramos nós. E quando todos me julgavam perdida, você confiou em mim, e nada foi tão importante quanto aquilo. Uma única frase, que eu vou lembrar sempre, e que a cada abismo em que me penduro, o vento sopra no meu ouvido e eu resisto. " a sarah já saiu de buracos muito mais fundos que isso". Simples assim, a confiança. E quando todos me julgaram, você confiou. E eu retribuo. Carregar essa Afrodite que você carrega não deve ser fácil. E você foi a primeira pessoa na minha vida em que eu olhei , e enxerguei que divindade dançava ali. E a única que ninguém precisa me confirmar, porque é a sua respiração. Porque emana de você uma sensualidade e uma amorosidade violentas e destrutivas de tão intensas e divinas. E quem te vê no palco, como eu te vejo, e como tem postura e é profissa e se entrega mesmo quando em volta de você existem piras funerárias ou montes de lixo, eu vejo a sombra dEla sobre você, te guiando os passos pelos caminhos dEla, sem te perguntar o que deseja. Você é desejo e fúria, você que é a entrega e a dança, você que é a batida atrás da música. Você inspira a guerra e dança com a obsessão. Você que é porto seguro e cais primordial, minha sereia e minha amiga, você recolhe os destroços do meu barco náufrago na praia, e eu me ofereço inteira feito uma rede que te abrigue o pensamento. Nós duas somos juntas fonte e árvore. Somos a linha fugidia do horizonte, somos o riso da loucura e o desejo de ser sempre mais. Eu toco os tambores à sua passagem. E amanhã eu só posso dizer toda a glória para Aquela-que-Dança!  feliz aniversário adiantado minha amiga...
Posted by Sarah on Jun 30, '08 8:04 PM for everyone Beija Flor dá uns passos rápidos, meio pulados, quando se trata de independência. Talvez por fazer o próprio ritmo, ele tem dessas.
Deixar fazer o próprio ritmo é meu mote como mãe. Desde o parto, natural, normal, não hospitalar,sem grito, na penumbra, nunca vou me esquecer, sem choro, olhando em volta com naturalidade, sem aumentar um batimento cardíaco.
Desde então, nada foi feito com pressa, embora certas coisas sejam muito mais rápidas do que esperamos. Assim, ele ficou reclinado no carrinho e não deitado desde os primeiros dias, porque chorava se ficasse deitado... queria ver o mundo.
Fazer o pequeno falar foi um desafio e tanto. Não mostrava nenhum interesse na fala até descobrir a escrita. Depois que descobriu a relação entre palavras e letras escritas e o som, começou a falar. Soletra as palavras, lê os logotipos, e aprende os números, já sabe que um, dois e três são quantidades, e conta. Não é de falar muito, é um menino silencioso, e eu respeito seu silêncio.
Mas ele canta, e dança, e sua palavra preferida no mundo é "música", assim ele explica quando batuca com os pés, para não tomar bronca: "é música". Assim ele escolhe os desenhos que gosta de ver na tv: pela música.
E assim, não apressei ele a andar, não apressei a falar, insisto, sim, que se comunique, quando quer alguma coisa, mas deixo que ele trace seu caminho.
É engraçado ver ele falando "Jêus", porque acha que Jesus é Zeus, com certeza é engraçado. Ou querendo acender a vela dos ancestrais, verificando antes de sair de perto do altar que eu esteja longe para soprar a vela...
É engraçado ver que ele decorou a abertura de Backyardigans.
É enervante que toda caneta ou lápis tenha de ser controlado porque senão ele risca desenha e escreve em tudo que for possível.
E que agora ele decidiu que deve tirar a fralda, e como é complicado fazer ele entender que então precisa avisar se quer o banheiro... o que é bem cansativo de convencer alguém que quer fazer tudo sozinho.
É bom ver que ele bebe no copo, que ele nunca tomou mamadeira. Que foi experimentar algo além do meu leite quando tinha mais de 7 meses. Não acho que todo mundo tem que fazer igual, mas fico feliz que com ele seja assim. Fico aliviada quando vejo que ele graças a isso já se livrou da alergia, que pode agora consumir o chocolate que tanto gosta. Mesmo que prefira leite de soja ao de vaca, sempre, ele gosta de iogurte, brigadeiro, e pode comer . E está enorme de alto, e pesando quase 16 kilos. E que isso para quem teve desnutrição por alergia é uma vitória extrema.
E assim ele vai dando seus passos em rumo de uma independência que eu não tenho pressa que chegue, porque quero que chegue com segurança. E assim, ele não vai a escolinha, mas fica com a gente mesmo o dia todo, em regime de revezamento, e carregamos ele para onde vamos. E tudo vai bem.
Já fazem uns meses que ele diminuiu as mamadas. E assim, foi deixando de mamar no peito, naturalmente, no tempo dele. No ritmo dele. Voltando quando se sentia inseguro. E agora, ao que parece, definitivamente parou... sem pressão, sem forçar a barra.
Constrói teu mundo, Beija Flor, mensageiro divino, criança dos caminhos, força no braço e no coração que a tua mãe jamais vai ter. Meu pequeno lobo, meu mestiço de coiote. Segue sempre, que sempre vou estar aqui.
Posted by Sarah on Jun 17, '08 8:55 AM for everyone A cada dia ele merece mais que a mais linda canção da Escócia inteira pertença a ele... e cada dia ele me faz amar mais, e saber mais que ele está realmente ao meu lado. E eu sou muito mais hoje do que semana passada, e muito mais semana passada que a dois anos, e a dois anos eu fui muito mais do que a cinco anos. E eu me felicito em ter ao meu lado alguém que realmente me ajuda a crescer...
Então, para ele que tem o cabelo tão preto...
"Black Is The Colour"
Black is the colour of my true loves hair His lips are like some roses fair He has the sweetest smile and the gentlest hands And I love the ground whereon he stands I love my love and well he knows I love the ground whereon he goes I wish that day would soon come When he and I can be as one
I go to the Clyde and I mourn and weep For satisfied I never sleep I write him letters just a few short lines And I suffer death ten thousand times
Black is the colour of my true loves hair His lips are like some roses fair He has the sweetest smile and the gentlest hands And I love the ground whereon he stands I love the ground whereon he stands I love I love I love the ground whereon he stands
Negro é a cor do cabelo do meu verdadeiro amor Os seus lábios são como claras rosas Ele tem o sorriso mais doce e as mãos mais gentis E eu amo o chão sobre o qual se ergue Eu amo o meu amor e ele sabe bem Eu amo o chão por onde ele caminha Eu desejo que venha em breve o dia Quando ele e eu podemos ser um só
Eu vou ao Clyde e lamento e choro E satisfeita eu nunca durmo Eu escrevo cartas para ele, apenas algumas linhas curtas E eu sofro a morte dez mil vezes
Negro é a cor do cabelo do meu verdadeiro amor Os seus lábios são como claras rosas Ele tem o sorriso mais doce e as mãos mais gentis E eu amo o chão sobre o qual se ergue Eu amo o chão sobre o qual se ergue Eu amo, eu amo, eu amo o chão sobre o qual se ergue
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Posted by Sarah on Jun 6, '08 9:56 PM for everyone |  | Esse é o filhinho da Déia, provisóriamente chamado de Fernie. Ele tem um mês e meio, já come ração, entendeu que a areia não é de comer e sim de fazer xixi, é muito fofo, e muito brincalhão. Ele tem essa cor ai que se vê nas fotos e olhos azuis iguais os da mamãe.
Estamos procurando um lar para ele.
Alguém afim de adotar um gatinho? |
Posted by Sarah on May 25, '08 8:58 PM for everyone Um mundo de gente acha o máximo nascer em datas especiais. É claro que tem seu lado maravilhoso, que nem precisa ser falado. Mas també m tem um lado besta, que é o fato de que é muito imprático. Em resumo fazem três anos que tento festejar minha boa santa, que me trouxe um beija flor de presente no dia dEla, no nosso dia, e não consigo... Eu não gostava de ser Sarah. Eu sempre achei pesado. Ser Princesa, mas ser Amarga. Sarah foi uma mulher muitas vezes cruel, vivendo através do deserto sem ter amor por ele. Indo para a cama do faraó por utilidade. Mandando matar a escrava que ela mesma disse que o marido devia usar para ter filhos. E mandando matar junto o filho do marido, portanto, seu sobrinho, já que era casada com o irmão. Eu não gostava nada de ser Sarah. Mas minha santa me deu de presente a mim mesma. Ser Princesa mesmo sendo Escrava. Carregar como amargura a dor de meu povo. Ser Bela e Negra. Ser irmã e mãe dos desvalidos e dos degredados. E carregar no peito um anseio enorme por horizontes que não conheci mas de que sinto saudades. Me confundo dentro dEla, como deve ser com os Santos, com os Heróis, com os mortos sagrados: nos identificar, beber no seu exemplo, tentar se aproximar, de uma energia que é sagrada mas que ainda é humana, não é a luz cegante intoxicante das Divindades, mas algo mais próximo e mais simples. E passei a carregar com mais orgulho o meu Sarah. Meu Sarah não era mais uma judia arrogante (que tem seus méritos mil, entendam, mas simplesmente, não é o que quero para mim ou vejo em mim, não é meu), mas uma mulher inteligente e misteriosa atravessando o mar e encontrando a si mesma, com humildade e um véu nos cabelos. (eu e os véus, sempre, né). Ainda vou para Saint Marie de la Mer. Fora de maio, certamente. Levando comigo a foto primeira que tiramos do Beija Flor para deixar para Ela, e um manto bem bonito. Minha santa sabe que nem sempre conseguimos o que queremos fazer, mas sabe também o quanto pensamentos viajam para onde está o coração. Como sexta a noite, como ontem. Como meu pensamento vai para minha Santa, que olha da minha porta o mundo, seu manto colorido de amarelo e vermelho. Como a minha Santa que mora no aparador da escrivaninha, junto com minha Senhora, o Senhor Zeus, a Coruja, o Sapo, o Dragão e a Chama, junto com o trigo e as flores, e que nessa confusão que diz tanto de mim, cercada pela Kitty e pelo Snoopy, minha Santa me olha trabalhar, escrever, chorar e cantar, tirar as cartas e estudar, como me olha o tempo todo, todos os dias da vida. Velei-me Santa Sarah, eu que não conheço tua língua, eu também peregrina, eu também que cubro meus cabelos em sinal de devoção, eu também desvalida e caminhante, Valei-me Santa Sarah, sem oração, sem segredo, com velas colhidas ao acaso pelo vento, e muita Fé no coração...
Posted by Sarah on May 20, '08 8:59 AM for everyone  Quando eu comprei a jaqueta no brechó, muita gente olhou torto e não entendeu. No pátio da faculdade, eu, A, Le, e mais uns que não lembro bem, brincamos com ela, porque cabiam dois de nós dentro ao mesmo tempo. A jaqueta era positivamente enorme. Comprei não sei porque. Era linda, jeans clarinho, em estado de nova, preço ridículo, um corte muito bem feito, que de algum modo soava familiar. O namorado da época, cabiam dois dele dentro. O cara que eu amava na época cabia eu e ele com conforto lá dentro. E a jaqueta foi pendurada no meu guarda roupa, onde ficou por uns três anos. Então aconteceu o fatídico carnaval onde pela terceira vez me apaixonei pelo Ragabash. E algum tempo depois, alguém fez um comentário sobre a jaqueta dele, uma jaqueta jeans preta de uso constante. E de repente eu percebi de onde conhecia o corte bonito da jaqueta que eu tinha comprado. Peguei a jaqueta e entreguei para ele vestir. E era o tamanho exato, uma gêmea azul celeste da jaqueta preta. Hoje em dia ele reveza entre jaquetas diferentes, mas a azul clara é a que ele mais usa. A jaqueta que ficou esperando por um dono que ainda não se conhecia, por um vislumbre que uma menina teve um dia em um brechó, e que só faria sentido anos depois, antes um pouco mas só um pouco da menina descobrir como é difícil comprar roupa para alguém que tem quase dois metros de altura. O amor prega peças na gente o tempo todo, a gente que nem sempre entende...
Posted by Sarah on May 11, '08 8:52 PM for everyone É exercer a arte de acender fogueiras só pelo prazer de ver o fogo com a minha avó.
Posted by Sarah on May 1, '08 4:44 AM for everyone  ...tornam mais fácil atravessar noites escuras. eu queria uma imagem mais sua, mas ninguém parece ter desenhado o Raistlin e o Tasselhoff juntos... e nenhum paladino elfo que encontrei tem a beleza que as eras te deram... Valeu Helder ^_^ . vc é o cara.
Posted by Sarah on Mar 16, '08 1:24 PM for everyone Estamos em casa eu, André (usando um moleton inteiro vermelho, calça e blusa, que o deixou absolutamente lindo), Koshari, nosso amigos Dú e Vlá.
Olahndo nós ali na varanda, eu tenho uma idéia aproximada de perfeição (aproximada porque o Helder não está aqui). Pessoas tão desiguais e que se amam tanto. E que sorriem e riem e se divertem com as coisas simples.
Os três são altos, mas totalmente diferentes. Um coiote, o Koshari. koshari é um jeito de falar "palhaço mágico", heyouka, trickster. O apelido dele é Ragabash, que no jogo Lobisomem o Apocalipse, é o augúrio da lua nova, os que ensinam através do riso. Ele é alto e forte e sábio, mas é, acima de tudo, um brincalhão que desmancha a realidade como areia. Quando você menos espera, ele te arremessa para fora do seu conforto.
O Vlá é um urso. Quando jogavamos Lobisomem, ele era, aliás, um Gurahl, um were-urso. Ele é doce e sensível, mas agressivo quando provocado. e quando é para destruir algo, ou alguém, eu voto no Vlá, que consegue acabar com tudo e dpeois se sentar calmamente para tomar um suco comigo (porque ele não bebe alcool).
O Dú não sei que bicho ele é. Acho que um cão selvagem. O pessoal sempre chama de viking, mas eu sempre penso no Obelix. Seus imensos olhos azuis guardam uma necessidade de cuidar de todos, e agora que ele precisa cuidar de si mesmo, ele tem tido um certo desespero, porque ele é aquele que ajuda aos outros, mesmo quando não merecem. Ele é entrega e devoção, mesmo sendo, ele também, passível de esmurrar e destruir. Ele durante muito tempo se apresentava as pessoas como meu braço, ou meu punho.
Amo nos três esse descanso da força. A força está ali, e não reprimida. Os três são altos, fortes, e quando foi preciso, já se ergueram para bater, discutir, lutar. Mas são os três delicados e inteligentes, cada um a seu modo. Koshari, meu Marlon, meu falcão peregrino (esmerilon = marlon), com seu olhar longe, sua capacidade de planejamento, sua precisão, sabendo de tudo um pouco e conseguindo enxergar antes de todo mundo, Vlá, com sua vontade, sua paixão pelas guerras históricas, sua sabedoria mansa, seu cuidado, divagando e encontrando as saídas mais corretas sem perceber. Dú, amando literatura mesmo sem saber por onde começar, falando de poesia com os mesmos termos que usa para falar de kick boxe, seu imediatismo preciso.
E o André aprendendo a ser mais... e eu amando minha vida...
Posted by Sarah on Mar 9, '08 11:13 PM for everyone (ou seria correto dizer, da natureza do meu medo hoje) Quando vi a Torre eu assumo meu medo. Medo de se ver no chão, derrubada, o fogo. O fogo é a coisa mais forte para mim na carta da Torre. A mensagem direta vinda do alto: se vc não abrir a porta, Eles arrancam o teto. Essa semana, cheguei em casa e tomei um susto. Olhando para a roseira, parecia que ela tinha sido vandalizada. Um dos maiores galhos estava virado pra calçada, como se tivesse sido puxado para baixo. O galho estava parcialmente torcido, numa posição que feria bem fundo. Eu fiquei apalermada. Quem poderia ter feito uma maldade dessas? Seria tentativa de roubar algum cacho de rosas? Não é incomum que as pessoas se pendurem no muro para roubar rosas, mas nunca ela foi vandalizada. Meu coração estava apertado mesmo de ver a fratura no galho. Dolorosa, uma porta para infecção, em um lugar que eu sozinha não podia cuidar. Pedi socorro ao meu pai, quase tão apaixonado por ela quanto eu, e com paciência de se enroscar nos espinhos. Um na calçada, outro na escada, colocamos o galho de volta no lugar. Enrosquei ela como pude no arremedo de muro que temos no momento, amarrei como deu, e ou vi meu pai falando na calçada. "tem um buraco nela ou é impressão minha?" Ai eu me afastei e olhei. Realmente tinha um buraco nela. A roseira nasce de um "toco" que já tem quase um palmo de largura, mas que assim que sai da terra se divide em três galhos grossos. Dois pra direita, um pra esquerda. O que está machucado é o da direita. O "buraco" era porque um dos galhos da esquerda, antes enroscado no galho da direita, estava virado pro céu, solto. E ai eu fui verificando e vendo que ninguém tinha vandalizado a roseira. Ela tinha passado por um processo de poda natural. Estamos planejando que quando acertarmos o muro no meio do ano, vamos podar a roseira de regra e com o merecido cuidado. Mas ela decidiu que não bastava. Que precisava se livrar agora do que a incomodava. No caso, um galho mediano que era o que mantinha os galhos grandes enroscados um ao outro. Seco seco seco, o tal galho já estava morto fazia meses, assim como outros galhos menores no mesmo lugar. Mas não eram visíveis, e era difícil mexer neles como estavam. A gente não sabe o que desencadeou, mas o fato é que a tensão rompeu os galhos secos que prendiam um terço da roseira ao outro. E então, "zupt", um galho pro alto, outro pro chão. Tirei o que consegui dos galhos secos. Vai tudo virar lenha pro fogo do altar. Ainda tem pedaços secos lá, que eu preciso pegar a escada, dominar meu medo de altura para subir nela e realmente limpar. Com luva de couro e tesoura de poda. Mas já não prendem nada, não pesam, não oprimem. Ficou uma bela cicatriz, no galho da direita. Quase que toda a parte com folhas dele está depois da parte ferida, mas depois de quatro dias, nenhuma folha murchou além do normal. Acho que a Torre tem essa coisa de poda. E o medo é isso, esses galhos secos  tensionados, que não deixam respirar direito. Que foram úteis um dia (eu mesma enrosquei os dois galhos uns cinco anos atrás, para modelar a forma dela de modo que não atrapalhasse a passagem sem precisar cortar nenhum galho), e que agora já cumpriram seu papel. A roseira cresceu, as estações passaram, a roseira pegou fogo, foi cortada, floresceu, e hoje é muito mais do que eu sonhava imaginar cinco anos atrás. Florindo o ano inteiro, cachos com trinta, trinta e cinco rosas, os menores com vinte rosas. E o galho seco lá no meio, tenso e morto. Até partir. E doer. E deixar as folhas livres para saudar o céu de março.
Posted by Sarah on Mar 8, '08 5:16 PM for everyone Estou para escrever sobre isso desde o dia 4, mas acabei deixando pro final de semana. É uma pequena bobagem para alguns. Mas eu conheci algumas das pessoas mais importantes da minha vida sentada em volta de uma mesa com dados, fichas e livros, interpretando personagens e me divertindo em mundos imaginários.
Morreu essa semana Gary Gigax, que junto com David Arneson foi o criador do primeiro jogo de RPG. Simpático e acessível, paciente com as centenas de fãs que ao longo dos anos bateram na porta dele agradecendo.
Eu sou um desses fãs que agradecem muito a ele, mesmo nunca tendo visto, conversado, sequer passado perto dele.
Foi por jogar RPG que conheci grande parte dos meus amigos, entre eles aquele que viria a ser meu companheiro. Mesmo entre as pessoas que conheci fora das mesas de RPG, um monte deles também é jogador, ou já jogou um dia.
Jogar RPG fez aquela menina arredia e isolada na escola, com um olhar imensamente triste e distante por trás dos óculos horríveis, virar alguém cujos amigos enchiam a casa todo o tempo, segura de si, admirada, até desejada. Entre pessoas que não achavam estranho que ela se importasse com coisas de nível mundial nem achavam estranho quando ela chegava efusiva com uma nova descoberta científica na escola como se falasse de um novo disco pop. E ao mesmo tempo gostasse de moda e música. E nós começavamos jogando e terminava o dia, estava eu ensinando sobre a maneira como os lobos caçam ou o tão querido Bruno explicando teoria política, ou todos ouvindo meu pai explicar química, ou outro contando histórias, e todos nós que jogavamos juntos discutiamos as coisas da nossa vida e cresciamos mais seguros, mais vivos, mais espertos, protegendo uns aos outros de um mundo a que não pertencíamos. Me fez descobrir um mundo inteiro de pessoas, eventos, editoras, livros, lojas, me colocou em contato com o mundo real.
Não adianta dizer que o RPG é só um jogo como se isso fosse algo pejorativo ou ruim. É só um jogo, mas um jogo que nos movimenta, nos coloca vivos, abre os olhos.
Então, fica aqui minha lembrança e o absoluto agradecimento a Gary Gigax, que me permitiu encontrar a chave que tornou minha a minha vida.
Role os dados. É hora de jogar o maior jogo...
Posted by Sarah on Mar 5, '08 9:01 PM for everyone A primeira vez que me apaixonei por ele, ele usava um uniforme. E quando ele veste a camisa vermelha, ele se torna ainda mais alta. Existe um brilho nele nessas horas, quando ele encarna não um personagem, mas um ideal. A camisa vermelha é nosso sonho conjunto por um futuro utópico onde o ser humano aprendeu que conviver com o diferente é a solução para evoluir, que preconceitos não tem sentido, que o trabalho manual é importante, que é preciso ter prazer em viver e que o trabalho não deve visar lucro, mas o bem comum. Que é preciso salvaguardar a natureza e que o espaço é a fronteira final.
Me apaixonei por ele muitas outras vezes depois. Durava um dia ou dois. Durava uma memória. UM dia me apaixonei de vez. Vai sendo assim até hoje.
Agora, ele não usa só o uniforme vermelho do comando de Star Trek. Duras batalhas depois, ele veste a armadura imperial e eu me rasgo de orgulho. Porque quando ele vai vestir a armadura, eu vejo o homem por quem me apaixono todo dia mostrando seu melhor.
Ele pode consertar coisas que você não sabia que existiam, mais rápido do que você percebe que elas estão quebradas. E ele consegue fazer brotar do chão aquilo que tem por objetivo. Ele é rígido e marcial, e planeja coisas que escapam de qualquer não escorpiano, para fazer tudo acontecer de um jeito que ele deseja. Ele tem uma firmeza de vontade que dobra o aço em dois.
Ao mesmo tempo ele brinca e torna a dificuldade uma piada. E ri, e te faz lembrar que a vida não serve para nada se não existir prazer.
Sou uma pessoinha muito orgulhosa do meu trooper.
Posted by Sarah on Feb 27, '08 8:11 PM for everyone até agora tudo que já decidi sobre meu casamento tem relação com seriados que assisto.
como eu sou nerd... ai ai
(não, não tem data ainda. o plano é ser ano que vem)
Posted by Sarah on Feb 26, '08 7:48 PM for everyone Pois é, entre começar a faculdade de pedagogia, preparar a comida e discutir filosofia, meu pai pega o trólebus e escreve coisas como essa... cabalísticosEdson Bueno de Camargo
mulheres que cheiram a incenso não carregam cântaros de água nos cabelos não esperam os Ulisses que retornam não tecem tapeçarias de Penélope urdem crisálidas entre os dentes como se sorrissem borboletas laranjas dormem sob o céu de Mercúrio e quando chove dançam com serpentes cingidas à cintura mulheres com orelhas pequenas costuram a audição em bordas de jarros de estanho carregam nos pulsos sinais cabalísticos estigmas de deuses ainda não nascidos não enrolam o céu de estrelas e não uivam para a lua mulheres de pés azuis não contam os dias e não contam as horas passam o tempo em buracos de minhoca ao abrigo de buracos negros não lavam os cabelos às sextas-feiras não jogam amarelinha que contêm inferno coletam insetos miúdos em caixas de fósforos e conhecem o outro lado da lua mulheres da beira do mar suturam redes com a seda retirada do baço escamam peixes e os retalham sem um reclamar sequer não choram em enterros e se vestem de azul por ocasião de luto seus filhos respiram como se possuíssem guelras e pés com nadadeiras têm medo de altura, mas não temem a água costuram para seus homens fatos brancos e se enfeitam com flores da mata e quando a lua cheia cai em segundas-feiras desprendem um suave cheiro de maresia mulheres com olhos negros conhecem a profundidade dos poços se refletem em poças de água da chuva sabem que o fogo vive na alma negra do carvão coletam libélulas para seu deleite e as soltam vivas rindo de suas revoadas não costumam dizer mentiras não falam muito à noite nas luas novas buscam refúgio na escuridão quando amam é normal se ouvirem trovões à distância
Posted by Sarah on Feb 8, '08 11:06 PM for everyone  Fazia tempo que não tinha essa sensação. Aprendi a ler muito pequena, mal me lembro como era olhar um livro e não saber o que estava escrito. Mas hoje senti de novo o fascínio e a sensação mágica de ver os riscos pretos das letras se transformando em significado. Koshari entrou no curso de japonês. E precisa de mim para ajudar a estudar. Por isso, vou fazendo japonês por tabela. E hoje, enquanto ajudava ele a estudar, lembrei que temos uma cartilha japonesa em casa. Eu já tinha folheado ela dezenas de vezes, porque ela é linda. Raríssimas vezes encontrei um livro didático brasileiro tão bonito quanto aquela cartilha. Mas de repente, as letras até então incompreensíveis, faziam algum sentido para mim. Não todas. Mas quando abri a primeira lição da cartilha, reconheci, ainda devagar, as vogais. Aquilo era um "a". Do lado, um "i", depois um "u", seguido de um "e". No fim da página, "o". Virei a página, e reconheci um "su", um "sa", um "ka", um "ko". No meio do texto ilegível, elas brilhavam para mim. Foi mágico. Ver que aquilo que a um mês atrás, com poucas horas de conversa não era mais algo totalmente incompreensível, mesmo que eu compreenda pouco mais que as vogais. De repente, aquilo era possível. De repente, o texto se abria diante de mim, e minha curiosidade me mordia por não saber o que dizia o texto todo, só letras esparsas. De repente, eu sabia que ia aguardar ansiosa a volta dele da aula para podermos estudar juntos mais um pouco, enquanto eu treino a grafia das letras na lousa para ele dizer o que elas significam, enquanto discutimos a pronúncia de algo bobo como "aqui" e "lá". Como é bom aprender algo novo. Como é bom lembrar o quanto é mágico entender as letras. E é muito mágico ver a alegria enlouquecida do Beija Flor gritando "sapo!" quando aponta para o "s", ou como ele sai reconhecendo todos os "B" e "A" em tudo que a gente escreve. Ele quase não fala, mas fica horas com seus cartões de números 1, 2, 3, 6, que são so que ele conhece bem, vindo com o 4 para confirmar se é mesmo um 4, pegando nosso dedo e esfregando em cada letra e palavra e número, exigindo saber o que está escrito... É magia para mim ver como a minha casa é sempre a casa dos livros e das letras, mesmo para o Beija Flor, e para nossos amigos, e como os livros de poesia brotam em lugares imprevistos, e como tudo vira aventura e descoberta em páginas de papel...
Posted by Sarah on Dec 26, '07 1:17 PM for everyone Meu ritual de lua cheia começou dia 23 e só terminou quando fui dormir essa noite. Natal é a festa da minha família, a festa dos meus antepassados. Falamos dos presépios que vieram da Itália e de Portugal, montados por minhas bisavós (e dos quais sobreviveram um camelo e um pastor em terracota), e do presépio que minh avó montava, substituido em 2004 por este atual, que eu comprei e pintei e que a cada ano adicionamos algo novo.
Decorei a minha varanda, passei a noite do dia 23 montando decoração, embrulhando presentes, pendurando luzinhas. As luzinhas, memória recente, do meu falecido avô, que adorava luzinhas de Natal, e sempre comprava piscas que espalhava pelos lugares mais inusitados da casa... Os presentes, que não são presentes de obrigação, mas de amor, que eu embrulhava pensando e desejando o melhor para cada um que ia receber. E colocando cartões de feliz natal em caixinhas de incenso, para que ninguém venha a minha casa e saia sem uma lembrança...
O dia 24 amanheceu, mas eu tive o prazer de ver a D'Alva brilhando para mim no céu. Todos adormecidos, e eu tendo o prazer da visão de Vênus, surgindo como que por magia no céu azul e lilás que precede o sol. Arrumei a varanda, dispondo mesinhas e cadeiras e cinzeiros de modo que todos ficassem confortáveis, conversas sussurradas passassem desapercebidas, as mesas ficassem de fácil acesso sem gente amontoar nelas. Uma toalha de mesa especial aqui, uma canga cobrindo o sofá ali, e recebi elogios, porque eu tenho visão para essas coisas...rs
Dormi o bastante para descansar, terminar coisas de última hora, e tomar um banho que foi por si só um ritual. E então, preparar o meu clássico tricolore com molho de champignons, arrumar a mesa farta, juntar as pessoas e me divertir. A meia noite, primeira fase da troca de presentes. Cidra de morango, porque eu gosto muito. E então, quando a lua cheia era um disco imenso iluminando tudo, discretamente sair de perto de todos, ir para meu altar, onde, entre o golfinho de Apolo e o busto de Ártemis, está minha mais bonita echarpe preta (afinal Ela é a "do escuro véu"). Acender minhas velas, e começar a agradecer. Agradecer fato a fato, pessoa a pessoa. E então, acendidos os incensos, feitas as ofertas, tirei a carta, no meu velho velho baralho, já que não consegui encontrar nem o art noveau nem o Waite (que deveriam estar no meu armário mas sei lá onde se esconderam).
E lá estava a Estrela brilhando para mim.
Fui dormir altas da madrugada, com o Beija Flor animado me explicando que tinha ganhado pinguins e ursos polares e caminhão e carro e ele falava do "papai Oel", e que ele "que mais pesente". Eu deitei ele e expliquei que se ele fosse um menino bonzinho a Befana ia trazer mais presente dia 6 da janeiro. Falei o versinho sobre ela, e ele ria, mas quando eu falei que então ele precisava obedecer a gente, e não fazer birra, ele puxou o cobertor, virou pro lado e não quis mais papo...rs Cantei pra ele, e fui dormir.
Dia 25 foi dia de comer o dia inteiro, porque cada um que chegava trazia comida suficiente para mais um almoço. E ficamos conversando e rindo e falando besteira e fumando e bebendo, até quando as quase três da manhã o AND e o Agostinho foram para casa, depois de eu finalmente vencer uma partida de Once Upon a Time e de planos para o ANo Novo serem feitos. Beija Flor estava empolgado com tudo, dormiu na nossa cama sem a menor cerimônia.
E assim eu fiz meu natal ser meu rito, sendo ele todo um ritual, sendo ele todo um esforço de amor, de auxílio mútuo, de dar presentes e receber presentes, que não são objetos meramente, mas são símbolos, de que somos uma família, eu, meus amigos, e até alguns membros da família de sangue. E que todo esse carinho é premiado com mais carinho, e com uma carta luminosa para um ano novo que comece com o auspício da D'Alva, que me deu um epsetáculo particular na madrugada do dia 23 e da Lua Cheia que participou da festa, o tempo todo visível e risonha olhando enquanto riamos na varanda.
Posted by Sarah on Dec 10, '07 12:08 AM for everyone teluricomancias Edson Bueno de Camargo ela é agora uma das mulheres da casa ou mulher-casa - assim se podemos dizer esta combinação alquímica de útero e terra umidade e calor entranhas de pedra candente turmalinas mastigadas teluricomancias que aos poucos torna estas mulheres antes novas em luas cheias (toda mulher é um vulcão domesticado a guardar terremotos em seus zelos e perigosos orgasmos) são para a casa outras e as mesmas suas águas e suas telhas o chão que se pisa e o céu sobre as cabeças estas que puxam cordões pelo umbigo de onde tiram as fibras ao qual se atam as meninas e depois os meninos para que não vão embora (e vão) (rompendo em choro à suas partidas) há das quais nos lembram como de janelas e móveis os gonzos das portas retratos nas paredes genealogias femininas benzeduras urdiduras e tessituras os santos de toda a espécie (europeus e africanos, mais os que já estão com a terra) fazem pelas suas bocas: voz (e estas também os homens tanto temem quanto amam) blog: uma lagarta de fogo
Posted by Sarah on Dec 5, '07 11:49 AM for everyone
Eu sei, já é Dezembro, e talvez seja um pouco em cima da hora para mandar uma carta. Na verdade, isto ainda é mais um treino do que uma carta propriamente dito. Ano que vem creio que as coisas se compliquem: não só vou escrever uma carta para você, como vou escrever uma resposta depois. Como eu não espero ganhar presentes seus, vou pular se fui boazinha ou não. Quero dizer, eu não fui boazinha. Nem tentei ser. Mas eu me diverti muito, pensando bem, acho que isso conta muito mais do que ser bonzinho. Meu assunto aqui é outra pessoa que embora não tenha sido exatamente boazinha, com certeza merece ganhar seu presente. Ele parece em dúvida ainda, se quer aquele caminhão cegonha com um monte de carrinhos, ou se quer cubos de descoberta. Eu assumo, sr. Noel: eu quero os cubos, tanto quanto ele. Vamos resumir o ano desse rapazinho, então:
Ele brincou, conheceu lugares, foi educado, se comportou em restaurantes, derrubou coisas, fez birra, tomou tombos, arranhões, foi galanteador, e aprendeu mais algumas palavras nos últimos dias, incluindo nisso "upa" e a que vai te interessar, sr. Noel: "Oel ho ho ho" que no caso dele, significa a sua pessoa. Vou te contar, o culpado foi o Mickey Mouse. Mas isso não vem ao caso, o fato é que ele reconhece sua pessoa, sr. "Oel ho ho ho". Ele também tem sido muito eloquente em demonstrar que entende o que dizemos, e segue ordens complexas. Ah sim, ele andou no trenzinho da decoração natalina do shopping. Foi a primeira vez que ele quiz ir nesse tipo de brinquedo, e se portou como um gentleman. Está ficando obcecado com o parquinho. E confraterniza com as outras crianças. Ele é bem sociável, desde que não haja hot whells ou matchbox envolvidos. Mas temos trabalhado nisso e não acho que isso deva comprometer o presente de papai noel dele. Resumindo, pode colocar André Beija Flor na sua lista de crianças boas, sr. Noel. E veja se convence o menino a tirar uma foto com você, antes que as avós dele tenham um treco. Cordialmente, esperando cartas suas tão interessantes quanto as que você escrevia para os filhos do Professor Tolkien (ok, eu não vou conseguir escrever tão bem quanto ele) Sarah Helena
Posted by Sarah on Nov 29, '07 9:52 AM for everyone | Start: | Dec 4, '07 7:00p | | End: | Dec 29, '07 | | Location: | Biblioteca Municipal de Mauã |
Abertura da exposição e lançamento do livro de cartões postais das fotografias sobre a fabricação de porcelana feitas por Cecilia Camargo, em Mauá. As fotos serão acompanhadas por trechos de poesia de Edson Bueno de Camargo. Na biblioteca municipal Cecília Meirelles, dia 4 de dezembro, às 19 horas. (a biblioteca fica no terceiro piso do Green Plaza, quase de frente para a estação de trem)
Posted by Sarah on Nov 27, '07 4:47 PM for everyone Link: http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage...Ainda vai levar um tempo para o Beija Flor curtir um livro desse tipo, mas estou morrendo de vontade comprar um e deixar guardado para ele.
Eu diria que ele é plenamente útil a meninas também, ao menos aquelas que como eu tinham entre os brinquedos favoritos arco e flechas de verdade, e ficava enlevada ouvindo o pai contar histórias de batalhas...
Um livro com visual antigo e proposta também, como aqueles velhos almanaques. Uma pitada de manual do escoteiro mirim, eu diria...
Apaixonantem, vi na livraria hoje e quero muito comprar um...
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