Sarah's posts with tag: surto psicótico

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Posted by Sarah on Jul 4, '08 7:01 PM for everyone
Link: http://www.geekstuff4u.com/product_info.php?manufacturers_id=&products...

Para quem como eu gosta de estourar plástico bolha mas se sente culpado... porque é um mega desperdício de plástico estourar ele...rs

Esse aqui é a bateria, e tem textura, som e visual de plástico bolha, só que é colorido... é o chaveirinho mais master legal do mundo...

E vem 5 de uma vez, o que torna o preço do brinquedo bem mais aceitável...

Posted by Sarah on Jul 1, '08 8:22 AM for everyone
Link: http://br.noticias.yahoo.com/s/afp/080630/mundo/su____a_sociedade_1

Se alguém quiser me financiar no pst mortem, o plano seria uma escultura da minha Senhors duns 90 centímetros com o diamante no peito feito jóia dEla...

Ia ser o máximo.

Posted by Sarah on Jun 3, '08 4:27 PM for everyone
Tem gente, como o Keith Richards, que se dichava a vida inteira e nunca fica torto. NO entanto se eu fumo dez cigarros num dia, passo mal no dia seguinte, comose meu fígado, e meu estômago, tivessem decidido ir embora e não mais voltar... 

Posted by Sarah on May 27, '08 4:51 PM for everyone


Eu sou a pessoa mais azarada da galáxia. Yes, sir. Todos os dias.

Posted by Sarah on May 8, '08 4:33 PM for everyone
Cabeça cheia. Saindo de um arcano que resolveu tirar uma comigo, indo para outro com que não sei como lidar, me dando conta do tamanho da responsabilidade que estou desenvolvendo no fandom (meu thunderbird nunca trabalhou tanto enviando emails), e com essa maldição de Dia das Mães para me fazer trazer um monte de trabalho para casa.

Sendo bem sincera, eu odeio Dia das Mães. Ai uns perguntam "ué, mas você não é mãe?"

E eu digo, justamente.

Para começar, ser professor sério de artes é ser obrigado a ser visto como um monstro porque não faz trabalhinho de dia das mães. Eu, num momento de cordialidade que não é meu, resolvi acatar a decisão do grupo e fazer um trabalho com os alunos. Um trabalho a) autoral b) contextualizado c)que não fosse brega.  O que daria extremamente certo se  os professores das salas colaborassem ao invés de atrapalhar. 
Mas parece meio impossível para eles conmceituar trabalho de equipe, e quem se ferra? O especialista, claro. Que é visto como um tapa buraco pro professor descansar, que é visto como um servo, e como menos que o professor da sala. Tem professor que olha feio porque eu participo do conselho de classe, ou porque faço questão de falar com psicólogo de aluno, ou porque chamo os alunos de "meus alunos".

E nessas horas, eu olho as amigas e o pai pedagogos / estudantes e pergunto: Como vocês aguentam conviver com essas merdas?!?!?! Porque eu estou nessa só esse ano e tou endoidecendo.

Além disso, que me tira do sério, me dá nojo toda a pieguice nas mensagens que se vê por ai, todas as faixas de candidatos parabenizando as mães, e todas as propagandas de eletrodomésticos e produtos de cozinha. Eu odeio propaganda do tipo, "faça sua mãe feliz, de uma panela de presente".

Eu queria que as bancadas de marcenaria ficassem em promoção no Dia das Mães, porque é esse tipo de coisa que minha mãe gosta. Kits de jardinagem, ferramentas, meu pai fica feliz em ganhar panelas, minha mãe me mataria com a panela se ganhasse uma.

E eu odeio aquela coisa de que mãe é tudo igual, mãe é amor incondicional, mãe é isso aquilo e aquilo outro.

Eu berro, eu tenho raiva, eu transo, eu olho a bunda das meninas bonitas na rua. Eu assumo para quem quiser ouvir que se eu tivesse podido escolher, nunca teria tido filhos. >Eu gosto de cigarro, gosto de beber, gosto de sair a noite pra dançar a noite inteira. E não, não virou meu mundo de cabeça pra baixo ser mãe.

Eu amo meu filho, e considero o Beija Flor a minha coisa mais perfeita. E sei que se não fosse por ele, eu já teria feito muitas coisas pouco saudáveis, e algumas coisas muito malucas. Mas antes dele, outras pessoas especiais tbm fizeram (e fazem) a diferença na minha vida. E morro de orgulho do fato de ele adorar pista de dança, e imagino eu levando ele comigo nas baladas quando for adolescente.

Eu gosto de ser mãe, eu luto por uma matenridade mais verdadeira, saudável e completa, eu tive meu filho fora de um hospital, no tempo dele, ele vai fazer 3 anos e ainda amamento, eu não trabalho mais que meio período porque quero passar mais tempo com ele.

Mas eu não sou, nem quero ser, a melhor mãe do mundo.

Eu não quero ser idealizada, mãe 24 horas por dia, esquecido que eu sou profissional, amiga, amante, maluca de plantão.  Eu sou o que eu sou e ninguém me diz onde ou quando, já dizia minha santa Doro Pesch.

Eu gosto de cor de rosa. O rosa vibrante e forte das plumas e da purpurina. Não o rosinha bebê e tons pastel das propagandas de dia das mães.

Deisa eu voltar para o "&"%#%$%"$#$ de trabalho que os professores dos meus alunos deveriam ter feito, não fizeram e soboru para mim fazer em casa.

 

Posted by Sarah on Apr 30, '08 5:27 PM for everyone



Gostaria de dizer que estou assustada em poder ser 60% parecida com o Vin Diesel... mas feliz por ser 59% Jewel, e indignada porque é a primeira vez que uma foto minha que coloco ai não coloca que sou parecida com a Cate Blanchet... oh decepção!  Aparentemente o meu olhar maligno me tornou parecida com o T-1000. E por curiosidade, eu não sei porque eu sempre apareço sendo parecida com o Takuya Kymura...

Posted by Sarah on Apr 9, '08 12:13 AM for everyone


nove horas para um ano.

Posted by Sarah on Apr 4, '08 9:34 PM for everyone
tá. foi horrível. toda vida é importante. E justamente por isso estou de saco cheio da cobertura da imprensa e da reação das pessoas sobre o assassinato da menina que foi jogada do prédio.

no mesmo dia,uma menina de 2 anos foi morta espancada pelo padrasto, porque ele batia na mãe dela e e a mãe foi fazer BO contra o cara. Então, ele espancou a bb até matar.

ninguém fala nada. foi na fvela, né, quem se importa.

Eu vi as fotos das crianças mortas nos bombrdeios de Israel contra o Líbano. Eu sinto vontade de chorar quando lembro. Mas isso a tv não divulgou, né.

Eu acho uma puta hipocrisia esse frisson todo. Queria ver, se tivesse sidfo jogada da janela de uma COHAB se a tv ia fazer esse show.

Olá, bem vindo ao mundo real. Onde desde a pré história pais matam os filhos pelos motivos mais imbecis. Emtodas as classes sociais. A diferença é que os ricos escondem melhor seus crimes, e só.

É igual o molequinho que foi arrastado pelo carro no Rio, e que virou praga no orkut as essoas colocarem "luto" por ele. Então, que tal ficar de luto pelas crianças de 8,9 anos, que o tráfico coage a trabalhar pra eles? Pelas crianças viciadas em crack pelos próprios pais?

Acho que as pessoas deviam ter chá de simancol, e ao invés de ficarem falando disso como se fosse novidade, começarem a olhar em volta e ver todo tipo de maus tratos, carência afetiva, preconceitos, que levam nossas crianças a criminalidade, ao suicídio, ao assassinato, ao vício, e o cacete.

Eu tou violenta, eu sei. Mas é que é um pé no saco ter que ver as pessoas comovidas com isso e ninguém dar a menor atenção pros problemas dos meus alunos...

Posted by Sarah on Mar 27, '08 8:49 PM for everyone
Link: http://www.gustavoguimaraes.com.br/arquivo/images/papelbolha.swf

Se vc é como eu e se sente ecologicamente culpado em estourar plástico bolha, mas reconhecea necessidade quase física de relaxamento em estourar as bolhas... sua salvação chegou.

eu poderia passar horas fazendo isso. em maniac mode, claro.

Posted by Sarah on Feb 26, '08 7:56 AM for everyone
E me dou esse direito. Como me dou o direito a todo sentimento. Acho que foi uma coisa que aprendi a me libertar daquela moral cristã, sabe. Aceito cada sentimento com intensidade e vivo cada um o melhor que eu puder. Quando amo, amo por inteiro. Mas quando odeio, quando me decepciono, quando me enfureço, quando me magôo, sinto cada coisa por sua vez, e sinto em paz. E não fico achando que só exite um ou dois sentimentos e que os outros são distorções desses um ou dois. Eu repseito cadas sentimento, inteiro, por si só.

As vezes acho que é a vantagem da minha mente doentia. Sinto tristeza com muito mais intensidade que o mediano, sinto o vazio como se não fosse haver amanhã. Mas como cada maldição também te ensina, sinto tudo elevado a décima potência. E adoro.

Mas como eu dizia, eu odeio. Odeio quando acham que a idade torna automáticamente mais sábio, e olha de cima para minha cara de menina, consciente ou inconscientemente. Não odeio a pessoa, odeio a atitude. A pessoa perde pontos, claro. Mas como isso acontece comigo com frequência, eu aprendi a mandar a merda sem esquentar a cabeça.

Odeio quem não respeita a opinão dos outros, e vc diz algo que sente só para alguém que não tem nada a ver com a sua vida vir dizer que você não sabe o que está falando. Normalmente a pessoa te trata com uma certa gentileza, um sorriso no rosto. Como se você fosse uma criança de 4 anos ou um deficiente mental.

Odeio quando se diz da guerra sem saber o que fala, porque eu que poderia me dizer guerreira, que sei o que isso significa, não falaria do assunto com frivolidade. E odeio quando transformam o sagrado em frivolidade.

Odeio, odeio intensamente, quando não respeitam as pessoas que eu aprendo a amar. E que quando elas falam de algo importante para elas, quando se abrem mesmo que ligeiramente em algo, as pessoas venham dar lição de moral.

Odeio mais que tudo quem fica no caminho de quem eu amo.

E quando eu odeio, eu escrevo, solto umas palavras duras, saio de perto para não ficar violenta (reação semelhante a que acontece quando tenho explosões de raiva ou mágoa). E como eu não sinto a menor culpa pelo meu ódio, ele esfria e sai com água corrente feito poeira.


Sentir tudo me faz sentir que estou viva. Eu ando na beira do abismo, e peço socorro quando não estou sentindo nada. E como no fundo do abismo habita o demônio ao meio dia, eu mostro a língua e dou banana para ele, e sinto tudo, sem em privasr de uma fatia de sentimentos sequer.

E quando eu for mais velha, do mesmo modo que hoje já me sinto velha, vou respeitar a imensa sabedoria dos amis jovens, como já faço agora. E vou aprender com todo mundo que me permitir falar a verdade...





Não existe sentimento negativo e positivo. Existe sentimento. E os meus mestres sempre me ensinaram que é da merda que a arte é feita.


Então fico aqui antes de ir para o trabalho, cantarolando uma velha canção e inventando uma fan fic de supernatural, ou pensando em algum detalhe da paisagem, indo para o trabalho aproveitando o calor do sol  e a alegria sem sentido das ruas, com Anna Akhmatova (1889 - 1966), que sabe como ningu´m de que beco escuro da mente sai a poesia.

Dos mistérios do ofício

De que servem exércitos de canções
e o encanto das elegias sentimentais?
Para mim, na poesia, tudo tem de ser desmesurado,
e não do jeito como todo mundo faz.

Se vocês soubessem de que lixeira
saem, desavergonhados, os versos,
como dente-de-leão que brota ao pé da cerca,
como a bardana ou o cogumelo.

Um grito que vem do coração, o cheiro fresco de alcatrão,
o bolor oculto na parede...
E, de repente, a poesia soa, calorosa, terna,
Para a minha e tua alegria.



Posted by Sarah on Feb 23, '08 8:59 PM for everyone
Será que é impossível comprar um celular que tenha um aproveitamento inteligente, seja minimamente bonito e tenha um preço decente, nessa ordem?

Porque se fazem celulares que tocam mp3 mas não aceitam cartão de memória? ou que tem câmera vga? Porque existem celulare que tocam mp3 mas que não aceitam usar mp3 no toque?

E mais do que tudo: porque cobram mais caro pelo cor de rosa ou o de cor berrante?




*surto psicótico*




passei as últimas duas horas tentando comprar um celular novo, mas acho que vou desistir.


eu odeio fábricas de celular....

Posted by Sarah on Feb 19, '08 11:47 PM for everyone
as vezes minha mãe me chama de paty disfarçada. Eu replico dizendo que patys copiam mas não entendem nada de moda. Patys não chegam perto da Vogue. Eu suspiro desejando uma assinatura. Isso tudo para dizer que eu estava vendo um dos filmes da minha listinha de preferidos: O Diabo veste Prada. 
 
Eu fiquei mordendo o lábio pensando sobre fazer escolhas. Sobre como eu acho minha vida uma merda e como ela está exatamente do jeito que eu fiz ela. Isso eu pelo menos tenho claro na minha mente.

Nada é como eu planejei ou desejei. Mas tudo é do jeito como eu coloquei no lugar.

Eu odeio escola. Acho uma instituição falida e medíocre que só serve para treinar as pessoas feito cachorros. E a maioria das crianças não sai da escola sabendo fazer muito mais do que xixi no jornal. E não digo de conteúdos, digo de saber escolher. A escola forma mentalidade de rebanho.

Mas ninguém me colocou uma arma na cabeça e disse "vai lá". E eu gosto de ensinar. Gosto de saber que no mundo de mediocridade em que meus alunos são inseridos, eu aponto onde eles podem encontrar uma corda que os leve pra luz. Mesmo que eu mesma não veja a luz.

Eu escolhi ser professora. Checado esse item da lista. è um trabalho sujo, mas alguém tem que fazer...rs. Espero sair dele, o como espero. Tenho meus ases na manga. Mas se abandonaria por completo a educação? Não sei. Acho que não.

Não, eu não visitei Paris ainda, e não conheço a Serra da Estrela. Me dá vontade de chorar quando penso nisso. Não, ainda não fiz o Caminho de Santiago. Dizedo a verdade, nem cruzei a Ponte da Amizade (cruzes).

Eu tinha o dinheiro. Economizei durante anos e simplesmente não percebi que tinha o dinheiro. Tem noção disso? Prova, plenamente, que eu não estava madura para encarar essa.
Checado esse item também. Não cai na estrada, sem ser culpa ou responsabilidade de ninguém. Fui uma besta por minha conta mesmo...

Ao mesmo tempo, percebi que é plenamente possível. Em dez anos vou estar fazendo isso, de um jeito ou de outro. Em dez anos espero ter a maduridade mínima necessária para sobreviver ao processo.

Tenho uma casa, um companheiro e um filho. Meu companheiro planeja fazer engenharia. Ele não é DJ, não é artista plástico, não tem uma banda e não tem a sexualidade ambigua e a aparência andrógina.

Checado nesse ponto. Ele joga RPG, gosta das mesmas coisas que eu e se eu não produzo minha arte ou me dedico a minha fé, ou deixo de lado aquilo que é importante pra mim, ele me cobra. Está longe de ser o dono de casa perfeito, mas se esforça e melhora a cada dia. Não é fácil pra ele, eu sei bem, mas ele faz o tipo "se vc for uma escritora famosa, eu quero ser seu secretário".  E eu descobri que era exatamente o que eu precisava em um homem. Alguém que me apoiasse, fosse macio, quentinho, com um QI alto e que aceitasse que eu nunca vou conseguir sobreviver a um relacionamento convencional.

Sobre o filho, checado também. Aliás. Ponto. Esse estava nos planos! De tudo que planejei na minha vida, a única coisa que cumpri foi "ter um filho aos 24 anos". Eu só não contava morar com o pai dele... eu achava que teria uma produção quase independente. Na verdade, um amigo homossexual era o pai planejado. Pois é. Acabei arranjando um filho sem precisar de uma garrafa de gim pra isso... hhahaha

Eu tenho uma casa. Isso ainda me assusta. Mas, checado. Eu sempre soube que a casa era minha. Eu sou filha única! Para quem mais a casa iria? O coelhinho da Páscoa? Então, eu não posso dizer que estou presa a casa, como eu conceituo ser prisioneiro de uma casa. Eu realmente sairia dela se me desse na veneta. Não venderia, gosto daqui. Mas também posso aproveitar.

Eu poderia continuar por horas. O fato é, minha vida não é nada do que eu desejei, mas eu tenho me divertido a beça. E ela é exatamente a vida que eu construi.

Quando me perguntam que parte do meu corpo eu mais gosto, eu sempre dgo que é a tatuagem. Porque é a parte de mim que sou eu mesma. Não herdei por genética de ninguém. Ela é o que sou por escolha. O que decidi fazer de mim, mesmo sem ter idéia do que significaria um dia. Olho a rosa, símbolo do meu pacto de amor pela humanidade, a arte e os que criam a arte. Olho como está cinzenta, e já foi de um preto vivo, forte. Eu fui crescendo, e já fazem sete anos que coloquei esse desenho na pele. Hora de retocar a bichinha.

Vou fazer outras duas: um beija flor rupestre na omoplata e uma flor do campo no tornozelo.    

O Beija Flor é pelo André, e pelo Mistério, que se manifestou feito Beija Flor no mundo, como dizem as palavras formosas. É o mensageiro divino.

A flor docampo é só para eu lembrar que por onde quer que eu for andar, fui eu que me levei até lá, com as minhas escolhas, as que fiz, as que não fiz e as que ainda vou fazer.

Ninguém tem culpa. Só eu tenho a responsabilidade.

E é claro, os Deuses dão os seus pitacos. Eles são os Dungeon Masters do meu jogo...

Posted by Sarah on Feb 5, '08 10:47 PM for everyone
eu odeio o mundo que eu vivo pela mediocridade absoluta em que as pessoas chafurdam sem dar a mínima.

Como é possível aceitar a indignidade com tanta naturalidade? Como é possível que as pessoas achem normal que as máfias imperem, como as pessoas acham normal que lojas humilhem consumidores, ou que "o funcionário não tem culpa". Ele escolheu estar ali, ponto, acabou. Por mais necessidade que a pessoa tenha, aceitar um emprego humilhante faz dela alguém que permite que aquilo aconteça. Aceitam que a mídia impinja suas mentiras, aceitam que as coisas sempre foram assim e sempre vão ser assim, que não a nada a fazer, que não adianta reclamar.

Mas a errada sou eu por odiar esse mundo mediocre.

Como é possível aceitar tudo isso assim?

Eu tenho vontade de vomitar com tudo isso. E mais ainda, tenho vontade de vomitar em ver como as pessoas escolhem a cegueira, aceitam e gostam dela.

Pois é, eu sei que é um poço de irritação e estou chafurdando inutilmente. Mas me dá uma vontade tão grande de morrer que nem me importo nessas horas. Simples assim. Eu não queria estar nesse mundo. E em horas como essa, tudo que eu queria era achar um jeito de cair fora tão rápido quanto eu pudesse.

Posted by Sarah on Jan 27, '08 11:14 PM for everyone
Eu estou passando por uma situação no mínimo surreal. Justo no ano do centenário da imigração japonesa, eu me vejo mudando de foco por completo, e enxergo nas velhas lições de oriente dos meus pais o eixo que me dá um rumo nessa mudança.

Eu usei uma terminologia roubada da Clarissa Pinkola Estés, sobre "mantos" que vestimos. Eu usei um manto por muito tempo, e agora é hora de desvestir esse manto que honrei e usei com dedicação e carinho, e envergar outro. Um manto tão honrado e que espero conseguir vestir com ainda mais dedicação e carinho. E pensando nisso, nesse manto que me acostumei a sentir o peso nos ombros, penso em como as pessoas deturpam seu sentido.

Eu vestia o manto da guerreira. Uma guerreira (ou guerreiro, o que dá na mesma, porque o primeiro ponto a se saber é que um soldado não é homem nem mulher, é soldado), tem que conhecer o sacrifício de sua individualidade. Um guerreiro não tem vontade sozinho: sua vontade é a vontade da corporação de armas a que ele serve, é a vontade de seu general, de seu rei, de seu cardeal, de seu ministro, a vontade do líder a que ele confiou a espada e a vida.

Claro que o guerreiro tem idéias próprias, vontades pessoais, desejos. Mas existe algo acima disso, e o guerreiro abandona tudo para se por em marcha e lutar.

Justo por isso, o guerreiro está sempre na defensiva. Ele sabe que os seus inimigos, e mais ainda, os inimigos da sua causa, estão em todos os lugares, e é preciso impedi-los. Talvez o inimigo se deite em sua cama ou beba do seu vinho, por isso o guerreiro se dá por completo a sua causa, a seu rei, a seu país, a sua pólis. Apenas essa figura complexa e sem rosto fixo pode realmente encontra-lo desarmado, porque meros mortais não são confiáveis. Mortais te apunhalam pelas costas. E você sente prazer em beber vinho e ter companhia na sua cama, mesmo sabendo que tem de ter olhos abertos, porque isso são coisas boas, afinal.

Os únicos homens que podem conhecer seu íntimo são os que lutam do seu lado. Porque você depende deles e eles dependem de você. É necessário uma completa confiança, como se fossem todos braços do mesmo corpo. Mas é sempre importante lembrar que esses companheiros, um por um você vai enterrar, até o momento em que um deles vai enterrar você. E que isso realmente não importa: não adianta ter medo disso.

Um guerreiro pode amar o luxo, mas abdica dele. Um guerreiro escolhe a cama mais dura, o cobertor mais fino e dorme menos do que desejaria. Come pela necessidade e caminha mesmo sem sentir as pernas. Não reclama. Para o guerreiro, não é preciso ser bonito (embora alguns guerreiros adquiram uma beleza que só honra e selvageria podem dar a um rosto). É preciso ser ágil, preciso, obediente, silencioso. Praticidade importa mais do que prazer pessoal.

Lembre se que o maior prazer está na guerra. Quando o inimigo estivar gorgolejando sangue na sua frente, você vai rir da idéia de dormir mais uma hora. Quando marchar ao som dos tambores, seu grito de vitória será o maior dos luxos.


Eu entendo o que significa isso. E eu poderia escrever muito mais. Resumindo: uma guerreira não vive por si, vive pelos outros e pelo bem dos outros, não o outro seu irmão, seu amigo, seu amante, mas o outro desconhecido. Sua honra é sua vida, e  falar contra sua honra é morte. Do mesmo modo, falar dos outros abertamente, sem provas, é vergonhoso. Um guerreiro é tudo, menos alguém livre. Pelo contrário, a única liberdade do guerreiro é a de escolher seus grilhões. Um guerreiro é devotado a algo muito maior. Um guerreiro vive flertando com a morte.

Eu fui criada como guerreira, em uma casa que mesclava uma visão cristã primitiva e um comunismo idealista e posto em prática em tudo. Tudo era dividido, todas as decisões compartilhadas, e todas as responsabilidades também. Mas a disciplina era militar. Eu cresci ouvindo lendas mescladas com trechos de histórias da arte da guerra, tendo as virtudes do guerreiro como meta de vida,  chorando de dentes cerrados quando tomava uma bronca, porque decepcionar meus pais me era muito mais mortal que tomar um tapa.  Cresci lutando por ideais, e com 14 anos eu surpreendia as  pessoas por já ter uma história de militância não só partidária, mas principalmente envolvida com ativismos que não eram moda como hoje em dia.

Fico aborrecida, no sentido tedioso da palavra com como as pessoas usam mal esse termo. Acham que se alguém é forte, é guerreiro. O catso. Ser forte porque consegue superar obstáculos, porque consegue vitórias pessoais, não é ser guerreiro. Ser forte pra si mesmo, superar as coisas difíceis da vida, para um guerreiro isso não significa nada mais que sua obrigação. Um guerreiro não conserva a própria vida, um guerreiro entrega a própria vida em nome de um bem maior. Ser sobrevivente não é ser guerreiro. O caminho do sobrevivente é um outro, e conheço gente que veste esse manto com o mesmo orgulho com que eu vestia minha armadura. Isso tudo ai é ser sobrevivente: é conseguir superar a adversidade, superar barreiras, e coisa e tal.

De modo simples: o sobrevivente depois de ter sido marcado a ferro, jogado em um campo de concentração e visto horrores e sofrido torturas, está vivo para quando o guerreiro, fuzil na mão, olhar agudo, depois de enfrentar as agruras do front com naturalidade, vier liberta-lo.

Claro que existem pessoas que tem essas duas coisas. Olga Benario, vestiu os dois mantos e ainda o de mártir, sem querer. Entendo que haja alguma confusão, mas não entendo a substituição de um pelo outro.

Eu espero que daqui a vinte anos eu consiga falar com tanta naturalidade sobre gentileza e douçura como falo de guerra e virtude. Porque isso é minha história, e aprendi muito com isso. As virtudes do guerreiro são um justo guia que sempre vai estar a tona.

Não acho que fui uma boa guerreira. Cai muitas vezes, como qualquer garoto jogado na guerra sem completar o treinamento direito. Muitas vezes eu errei: minha fúria quase sempre foi maior que meu discernimento, e isso não é desejável. Mas não sou uma sobrevivente, não preciso ser forte por mim. Eu lutei, eu cumpri meu papel, eu estive envolvida em todas as mudanças importantes da minha cidade desde meus doze anos. Eu mudei a cabeça de um bocado de gente. Eu cumpri meu papel, e quando meu amigo se reencontrar comigo no outro lado do rio, não vou ter nenhuma vergonha sobre isso.

Hoje, aprendo a suavidade. Não mais o embate direto, encontro outros caminhos para prover o bem comum.

Posted by Sarah on Jan 16, '08 6:23 PM for everyone
Abri meu imenso vidro de Pralinutta. Eu particularmente gosto mais de pralinutta do que de nutela, acho mais leve. Mas a safada é belga e eu só encontro no Carrefour. Ok, reza a lenda que junto com o rodo anel vai abrir um Carrefour perto de casa. Por consequência, não vou precisar pedir carona pro meu pai para ir ao Carrefour, por consequência, mais pralinutta presente na minha vida.


estou falando da mocinha da esquerda, pura avelã com chocolate


Bobagem eu sei. Mas quando vc pega uma larga fatia de pão doce caseiro, abre a tampa de rosca lendo com o canto do olho a palavra "hazelnut", e passa no pão uma camada daquele creme que tem a exata cor castanha da perfeição, e uma consistência indescritível, você tem uma nova perspectiva do universo.

Tenho pensado muito nisso. Acho que é efeito do Guia do Mochileiro das Galáxias, mas realmente tudo conspira para eu crer que somos realmente as lontras do universo. Criaturas de prazer e diversão.


Só para tornar mais perfeito, a empresa que faz a pralinutta também faz o Pez. Acho que poucas coisas no mundo me fazem tão infantilmente feliz quanto Pez...



Posted by Sarah on Nov 25, '07 9:30 PM for everyone

que os tapas na cara vem sem pausa para respirar...



imagem: ruínas de uma torre escocesa

Posted by Sarah on Nov 9, '07 12:46 PM for everyone

Ele está aqui, e eu estou lendo... finalmente...rs




Posted by Sarah on Oct 28, '07 9:14 PM for everyone


Pois é. Eu tenho uma habilidade em escrever coisas que as pessoas querem me matar. Só que sou artista plástica. Contemporânea. Tenho um puta problema em explicar pra família minha arte:  na sua maioria, caixas envidaraçadas onde escrevo poemas e exponho objetos, como se fossem insetos em mostruários. E de repente, por todo lado me aparece essa (e o cocô é justamente que não consigo achar a notícia original, tanto xingamento tem sobre o cara na net).

O tal artista matou um cachorro. Deixou o bicho morrer de fome e sede na exposição.

Mas ele declarou o seguinte, e assino embaixo:

“Me reservo decir si es cierto o no que el perro murió. Lo importante para mí era la hipocresía de la gente: un animal así se convierte en foco de atención cuando lo pongo en un lugar blanco donde la gente va a ver arte pero no cuando está en la calle muerto de hambre."


"um animal assim se converte em foco de atenção quando está em um lugar branco onde as pessoas vão ver arte, mas não quando está na rua morto de fome."



Antes de mais nada, nenhuma novidade. Quem for na Pinacoteca, lá tem um porco empalhado, que o artista brasileiro enviou para a Bienal. É um tipo de arte que beira a tiração de sarro, que tem por objetivo ridicularizar a sacralidade das galerias. Ok, o bicho está empalhado, não morto de fome.

Mas um outro artista, esse sim, que admiro muito, Léon Ferrari, colocou em uma exposição, durante a ditadura na Argentina, um galo engaiolado, e embaixo da gaiola, sendo cagada pelo galo, uma balança. Ele fez também várias instalações, onde pássaros cagavam sobre obras religiosas famosas.  Aquele caso todo sobre o galo, sobre os maus tratos ao galo, muito pior que hoje sobre o tal do cachorro, e em uma época bem mais difícil. Então ele matou o galo e o recolocou empalhado na exposição. E disse o seguinte: que as pessoas estavam muito preocupadas com os maus tratos ao galo, mas fingiam que não havia presos políticos sob maus tratos na Argentina. E qu se indignavam com as pombas cagando em são miguel arcanjo, mas não viam vergonha no apoio da igreja a ditadura.  As obras de Ferrari são profundamente anti clericais, mas tem razão de ser, e são muito bem feitas e fundamentadas.



Quer dizer, eu acho que o tal artista lá é um bosta, porque só está copiando o que foi feito antes. E que sim, eu considero arte, o que fez Léon Ferrari, que não é feita para ser bonita na parede, é feita para fazer pensar, para enlouquecer, para fazer as pessoas sairem da mesquinhez das suas vidas banais e enxergarem que existe um mundo lá fora gritando para nós, e que temos que fazer algo ou morrer. Era isso que movia os sagrados grandes mestres do Renascimento, que eu amo, e é isso que me move como artista plástica a expor meu horror e meu íntimo em caixas envidraçadas.



Mas considero esse outro mero copiador, e por isso, não acho que valesse a pena falarem tanto dele. Não defendo ele, de jeito nenhum, é um ridículo: mas estão falando dele pelos motivos errados.


Mas a grande questão disso tudo, é a seguinte para mim.

Todo mundo que passou ali viu o cachorro morrendo de fome, e não teve um desgraçado que deu comida para ele. Todo mundo que passou ali viu o animal morrendo de sede, e ninguém deu água para ele.

É preciso o animal morrer para sentirem pena?    


É muita hipocrisia para minha cabeça.

Então, não me mandem email pedindo pra assinar petição (já recebi mais de vinte), porque eu não vou assinar coisa nenhuma. E acho ridículo que um monte de gente que nunca foi e nunca vai ir numa Bienal ou em qualquer exposição de arte contemporânea na vida esteja votando.





ps_ todo meu respeito a aqueles que estão indignados e que tem alguma atuação em favor dos animais vítimas de maus tratos, como muita gente que conheço. Porque a indignação desses não é passageira, é integral e todo o tempo, nem hipocrisia, e nem precisa ver um cachorro morrer numa exposição para se chocarem, porque sempre estão impedindo que outros cachorros e gatos, que ninguém vê, morram.




update - achei uma foto do cachorro. Antes de falarem do tal artista, que tal me dizem de todos  que estavam lá?  Outra coisa, descobri que o cachorro morreu no dia seguinte em que foi pego e exposto. Quantos dias ele passou morrendo de fome na rua, sem que fizessem nada, para que em menos de dois dias morresse de fome?

 


Só que quando eu posto na lista sobre trabalho em feltro de que faço parte sobre o S.O.S. Gatinhos, pedindo doações de trabalhos para que eles possam vender e angariar fundos, menos de 5 pessoas me responderam.

Posted by Sarah on Sep 25, '07 2:19 AM for everyone


Ando de cabeça pesada. Efeitos do Papa. Estou sobrecarregada e um pouco de saco cheio do mundo. Sei lá. Além de uma sensação esquisita de solidão, que é, para dizer o mínimo, incomum.

Estou matando tempo. Me distraindo um pouco da monografia. Do curso (essa semana toda estou fazendo um curso muito bom de Prevenção do Uso Abusivo de Drogas. algumas pessoas considerariam irônico... eu acho natural...rs). Vou ter um troço se continuar nesse nível de academismo todo o tempo.

Então, nesse momento estou junto com o Helder (via MSN) tentando desvendar a senha no laptop do Sammy. Ok, ele só aceita que o irmão chame ele assim. Mas eu me permito essa liberdade. É um saco porque não devia ser tão difícil. São 6 letras.

Supernatural é a minha série preferida no momento. Eu a-d-o-r-o folclore urbano, contos de fantasmas, e essas coisas. Eu coleciono esse tipo de história. Eu acho que por ter passado uma boa parte da vida morando em lugares "assombrados", por ter crescido escutando minha bisavó e minhas avós contando histórias, e por ter estudado em uma escola com pelo menos 6 fantasmas diferentes (e depois trabalhado nela), um dos prédios que me fizeram acreditar realmente que edifícios tem espíritos (meu pai usa o termo deva... ele define que é uma consciência que um lugar ganha através das pessoas que vivem ou sentem com intensidade no lugar). Sei lá.

Não sou do tipo que acredita que a Xuxa e o Roberto Carlos fizeram pactos com o demo. Mas é divertido. Coletar histórias, traçar suas origens. Separar a viagem total do que faz sentido. E com isso, as pessoas acabam me contando histórias. Algumas me deixam arrepiada, mas sempre fico com um sorriso, um deleite em encontrar esses "causos", que são fantásticos.

Nessas, fica a história do parente distante que fez um pacto e era perseguido por gansos invisíveis, o fantasma da moça que veio pedir ajuda ao pai porque não encontrava o caminho pro outro mundo, o fantasma do senhor japonês que morreu no Japão e que fica sentado na poltrona da sala da casa que ele construiu mas não pode usufruir, aqui em São Paulo, e só divide o espaço pacificamente com os vivos... ou o cachorro invisível quebrando o mato por onde passava, os poltergeists numa chácara do interior.

O fato é que quando eu conheci o seriado, que é basicamente sobre isso, adcionando demônios (talvez porque não acredito neles, são meus monstros do mal preferidos), e dois atores muito charmosos, em um carro que é um desbunde, um Impala 1967.

Fazia tempo que ums eriado não me pegava assim. Diversão garantida, sem precisar nada. E em alguns episódios, me dando a chance de brincar com medos antigos. Espelhos, palhaços, maldições, vão se enfileirando e adcionando ao meu catálogo de contos fantásticos uns bons personagens e seres.

Como resultado, voltei a narrar RPG. Um grupo onde o cara mais novo tem 22 anos, o que permite uma aventura adulta e uma maneira de encarar nossa brincadeira que é divertida sem ser babaca. O Helder é um padre que trabalhou no Vaticano, professor de línguas antigas e agora quase forçado a se tornar caçador do sobrenatural. O Vlá, é um ex-padre, excomungado por uma armação de um bispo que ele descobriu ser um vampiro. O personagem dele está sendo muito gostoso de construir, porque sendo católico e italiano, e não tendo mais que obedecer a igreja, ele está descobrindo a magia popular italiana, então temos um personagem que usa amuletos de proteção e faz benzimentos. A Paty é uma sensitiva, que trabalha com leitura de cartas e se vê abandonada p elo guardião espiritual que a acompanhava e que  agora ela procura. O James é um ex policial que abandou tudo quando a irmã foi assassinada por um ente sobrenatural e ele descobriu que podia falar com os mortos.  O Dú  é um cozinheiro que encontrou  o baú de coisas do avô que era pesquisador do sobrenatural. O personagem começou ateu e cético, mas está começando a rever suas crenças depois de alguns poltergeists e um cadáver inexplicável de um gárgula. O Koshari, como coiote safado que é, é filho de um caçador de fantasmas e parapsicólogo, e o sobrenome dele é Venkman (não lembro se é assim que escreve).

Com referências a magia popular, cthulhu, arte barroca, neil gaiman, simbologia, folclore urbano e rural, e citações ao seriado, estou construindo um dos jogos que mais gostei de mestrar até hoje.

No momento, os personagens estão em uma igreja barroca recém descoberta por arqueologistas, ressacralizando o lugar porque encontraram um subterrâneo a partir da cripta onde demônios e fantasmas estão fazendo moradia...

Descobri que a senha está no DVD da série. Tudo bem. Eu já queria alugar para rever mesmo...



Posted by Sarah on Sep 21, '07 2:43 PM for everyone
Link: http://www.motor-z.com.br/

Objeto do desejo!!!!

A V500 tem o visual de uma scooter italiana dos anos 50. (olhem na aba produtos »v500 ) Só que é elétrica. Tem uma independência de 40km, velocidade de 35 km/h, não usa óleo, é limpa e ecologicamente correta... aguenta 90 kg (tem um outro modelo que aguenta mais peso), perfeitamente pensada para pessoas como eu, que fazem percursos curtos...

Ela é linda, vermelha, scooter, com cara de lambreta, eu estou siplesmente dando gritinhos histéricos de "eu quero! eu quero! eu quero!"

Estou realmente apaixonada. Mandei email para eles perguntando como funciona para comprar uma, porque estou realmente achando que encontrei meu veículo ideal!!!

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