Sarah's posts with tag: zona de conforto
Posted by Sarah on May 13, '08 8:12 PM for everyone Minha semana começou no maior nível de bosta possível, com professoras que não respeitam meu trabalho e falam pelas minhas costas coisas sem sentido falando mal de mim. Ontem fiquei arrasada com vontade de abandonar o ensino e nunca mais voltar. Hoje, movida pela prestação do aparelho de som =P , fui trabalhar. Mas sinceramente, a pouca vontade que me dava trabalhar, depois de tudo que aconteceu, se tornou vontade nenhuma, e eu aceito empregos de qualquer coisa ligada a arte e fora da educação formal.
E essa terça tinha tudo para ser meramente a continuação de uma semana de bosta, como prometem ser todos os dias de trabalho que eu tiver no magistério, essa coisa falida que está em crise porque é podre feita por gente podre que tem como única preocupação sufocar tudo que for diferente, superior ou pensante.
Mas ai, recebo uma ligação avisando de uma reunião com o Márcio Harun, da trupe do Rumos do Itaú Cultural, que ia estar se reunindo com os artistas visuais da cidade. Fui lá. Não tinha muita gente, pelo contrário, mas quer saber? Foi bom. Me fez lembrar de quem eu sou. E eu não sou professora, eu sou a maluca que produz coisas.
É essa que sou eu. Mas precisa coragem para chutar a outra pra longe e voltar a ser quem eu sou...
Posted by Sarah on Dec 14, '07 12:04 AM for everyone Essa torre, mais do que tudo, tem me botado pra pensar. Coisas que estão sobrando, que serviram um dia, no passado, e não servem mais. E isso se reflete em coisas simples como minha decisão de mandar embora um monte de roupas do guarda roupa (cansei de jeans velho, não sou mais assim. camisetas que não gosto, vão todas embora. roupas que não me caem bem, tchau), embora isso não seja tão fácil assim, porque eu realmente gosto de ter muita roupa e gosto das minhas roupas, então tenho um problema grave em me livrar delas, mas, principalmente, se reflete em coisas muito maiores e mais complexas, como minha personalidade.
Eu sou um bichinho muito explosivo. Explosivo do tipo "nervo exposto". Eu brigo, eu falo alto, eu reclamo, e muitas vezes, uma pequena agressão contra mim volta ao agressor feito um furacão. Tem um motivo para ser assim, claro que tem. Quando eu era uma menina, eu era muito muito sucetível. E tudo me machucava. E existem situações em que, quando as pessoas descobrem que você é sensível, elas fazem de tudo para agredir. Então, adicione a isso minha relação muito íntima com a perda, 8 anos infernais na escola e você tem o circo armado para criar alguém assim feito eu: que quando pressente a agressão, agride de volta, que tem um ligeiro descontrole da raiva, e que briga e surta muito mais do que seria saudável.
Não digo que eu esteja errada nos motivos das minhas brigas: não, na maioria das vezes, minha ira é plenamente justificada. E por isso, as pessoas acabam achando que eu sou assim mesmo e não adianta falar nada, e em muitas situações, aproveitam para ao invés de darem elas mesmas a cara pra bater, jogar a bomba na minha mão. Ou então, fingem que nada acontece, e deixam para lá.
E eu sei que essa explosão toda já foi útil, eu diria até, necessária. Porque um dia eu deixei de ser vítima e virei sobrevivente, e mais que isso, virei alguém que enfrentava, lutava, não deixava barato. E isso me fez chegar até aqui, ao invés de desistir no meio do caminho. Quando eu estava realmente afundando, era minha fúria que me levava de volta. Eu aprendi a ser ferina, irônica, cruel. E passional, absolutamente passional. Me entregar a raiva me fez aprender a me entregar a tudo: amor, paixão, prazer, aventura, dor, amizade, fé, tudo.
Resumindo, essa era uma capa que me serviu muito bem, uma máscara honorável que usei por muito tempo e se tornou, de certa forma, confortável.
Só que cansou. Eu não preciso mais disso, não preciso mais ser assim.
Eu não sou gabriela, eu não nasci assim. E mesmo que tivesse nascido, não acredito em vou ser sempre assim. Eu me moldo ao meu ambiente e meu ambiente me molda, e eu aprendo e me transformo. E eu jogo tudo pro alto e começo outra história se eu precisar.
E agora, sinto que preciso, porque esse manto de ouriço não dá mais, já cumpriu o seu papel, e agora eu quero tirar, mesmo que precise tecer do zero um manto novo, mesmo que não tenha idéia do que quero costurar nele, que máscara vou prender no manto, que penas, que guizos.
Quero voltar a ser sutil, ligeira e delicada, com minha alma inteira. Aprendi força enquanto fui assim, feito um carcajú, um arminho, agressividade pura. Agora quero saber que hora gritar e que hora me impor pelo silêncio. Que hora preciso lutar e quando me entregar sem discussão. Ontem, no conselho, depois de todas as brigas nos dias anteriores, mandei tudo andar e fiquei desenhando, discutindo caso só quando me perguntavam opinião. Curioso foi que todas as brigas que normalmente eu teria comprado e feito acontecer, outras pessoas colocaram na pauta, e eu não me estressei. Me deixeilevar pela maré, e quer saber? Foi ótimo.
A Torre tem sido bem pesada, preciso escrever ainda sobre isso, absorver melhor certas pancadas. Mas acho que o que está me deixando mais marcada é essa idéia tão surpreendente de deixar mair meu velho manto e costurar um novinho para quem eu sou agora.
Posted by Sarah on Nov 14, '07 11:04 AM for everyone Engraçado, que estou aqui, organizando umas coisas nessa casa virtual e pensando no meu orkut, e em como pode ser difícil deixar pra lá coisas que não tem sentido.
QUando eu fiz meu orkut, e isso faz tempo, na época os brasileiros ainda não tinham dominado aquela coisa, aliás, tinha a ver comigo entrar em oiotcentass comunidades, muitas de tiração de sarro, muitas de que não participo, mas que gostava de ter para as pessoas me conhecerem. Só que agora, tenho uns 60 ou 70 alunos no meu orkut, 400 comunidades, mais de 300 contatos, e isso que eu não fico adcionando gente que não tem a ver comigo, que não faz parte de algum modo do meu círculo de convívio.
e olho para meu orkut e estou de saco cheio dele. QUeria um outro orkut, um mais levinho. Só com as comunidades que participo. Sem alunos, sem professores nada a ver. Então, decidi fazer outro orkut. Deixar aquele para os alunos, os colegas, as comunidades que mostram quem eu sou só pelo nome delas, e fazer um outro orkut que fosse clean. Mas ai eu pensei de novo. Mas e as pessoas que eu adcionar nesse novo orkut, eu tiro elas do outro, paar não me terem como contato duplicado? E as comunidades que eu sou moderadora? Vou ficar dando trabalho para os outros pedindo para mudar? Ou deixo o outro perfil mesmo na moderação, se precisar moderar uso o velho?
E percebi que eu estava mesmo era procurando desculpas para não fazer mudança nenhuma. Porque dá trabalho, porque envolve me expor, já que eu tenho que falar para as pessoas que estou mudando. Porque me tira da zona de conforto.
Mas eu não sai do blig, e depois do blogspot? Eu não vim para cá? Eu posso romper essa outra zona de conforto virtual, e aproveitar os reflexos que isso trás para o meu mundo real.
Como eu posso ser ao mesmo tempo tão maluca por mudanças, tão desapegada de rotina, e tão insegura de mudar. Libra é mesmo um signo de contrastes, e em mim isso fica nas idiossincrasias que tenho, nas oposições que me habitam.
Então, lá vou eu, mudar alguma coisa... porque cada detalhe que mudo, é um pezinho fora do conforto do sofá...
Posted by Sarah on Apr 2, '07 12:40 AM for everyone
agora está melhor. customizei toscamente o visual da minha página. beeeem toscamente. Mas ficou bonitinho até...rs esse fim de semana me fez sentir mais cansada do que descansada. Parece que, em primeiro lugar, preciso tirar o cansaço de dentro de mim, para depois recuperar a energia. Ando em um momento de reestruturação do tempo do meu dia. Aproveitar que estou trabalhando só a noite e fazer mais coisas durane as horas com sol... mas parece que existe um complô da gente contra a gente mesmo para impedir que a gente saia das velhas "zonas de conforto". Zona de conforto existe em tudo. Eu conheço várias minhas... Temos medo de fazer algo que nos trará desconforto, medo, insegurança, mesmo que isso signifique melhorar nossa vida em qualidade mil vezes. temos um péssimo ditado: "melhor um na mão que dois voando"... e ai, eu continuo sem usar maquiagem porque é mais prático, mesmo, e deixo um monte de roupas acumuladas porque não tenho tempo de me arrumar antes de sair. E quando só produzo quando tenho uma data limite, o que me poupa do pavor de ver minhas obras encalhadas na parede da minha própria casa sem ter pra quem expor. Quando tenho um casamento de 30 anos e me apaixono por outro homem, mas não vou atrás porque seria muito arriscado começar do zero... E quando aquele emprego que eu odeio está quase me matando, eu não abraço uma oportunidade de mudança... Tão bom viver dia a dia...
A vida assim jamais cansa...
Viver tão só de momentos
Como essas nuvens do céu...
E só ganhar, toda a vida,
Inexperiência...esperança...
E a rosa louca dos ventos
presa à copa do chapéu.
Nunca dês um nome a um rio:
sempre é outro rio a passar.
Nada jamais continua,
tudo vai recomeçar!
E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,
Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas...
(o poema é do Mário Quintana, de verdade)
Mas é difícil... o jeito é ir tentando, se livrando das zonas de conforto devagar. Saindo daquilo que um dia, foi muito bom, foi muito você, mas hoje não te serve mais, como quem dá de presente uma roupa querida pra uma amiga que, você sabe, vai vestir muito melhor que você. Só que aqui, a roupa é a vida, e a amiga é o mundo. Hora de refazer o guarda roupa, baby. Jogar fora esse cansaço, esse tédio, e deixar rolar o ano novo. e pra quem quer mais sobre o assunto: texto do eugênio mussak
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